Conselho da CSN aprova fusão com sócios na Namisa para negócios de mineração

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014 10:50 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informou nesta sexta-feira que seu Conselho de Administração aprovou os termos de aliança estratégica com sócios na Namisa, integrantes do Consórcio Asiático, para a fusão da produtora de minério de ferro com sua mina de ferro Casa de Pedra e ativos de logística, que passarão a ser reunidos na Congonhas Minérios.

O associação já tinha sido divulgada pela companhia brasileira em breve comunicado no fim de novembro, quando não chegou a dar detalhes da operação. A CSN buscava há alguns anos um acordo para a fusão dos ativos, afirmando que a investida traria ganhos de escala e de produtividade para a área.

No âmbito do acordo, o Consórcio Asiático --composto pelas empresas Itochu Corporation, JFE Steel Corporation, Posco, Kobe Steel, Nisshin Steel e China Steel Corporation--contribuirá na joint venture com sua participação de 40 por cento na Namisa. Os sócios asiáticos compraram a fatia em 2008, por cerca de 3,1 bilhões de dólares.

A CSN, por sua vez, contribuirá com os 60 por cento detidos na Namisa, além da mina Casa de Pedra, 8,63 por cento de sua participação na MRS Logística e ativos e direitos para administrar e operar a concessão relacionada ao Porto de Itaguaí (Tecar), no Rio de Janeiro.

"O principal propósito da transação é o de capturar sinergias entre os negócios envolvidos nessa reorganização e gerar valor aos acionistas", disse a CSN em fato relevante, citando possibilidade de otimização de procedimentos, eficiências na operação, redução de custos operacionais e expansão do capital.

A Congonhas Minérios possuirá uma operação totalmente integrada, com mina, ferrovia e porto, disse a CSN.

Imediatamente após o fechamento da transação, previsto para o fim de 2015, a CSN e o Consórcio Asiático deterão, respectivamente, 88,25 por cento e 11,75 por cento do capital social da Congonhas Minérios em uma base livre de dívida e caixa.

Segundo a CSN, as participações finais considerarão os ajustes de dívida, caixa e diferença de capital de giro na conclusão do negócio. A transação também inclui um mecanismo de pagamento diferido (earn out) que poderá diluir a fatia do Consórcio Asiático na Congonhas Minérios para até 8,21 por cento.

De acordo com a CSN, parte da produção de minério de ferro da Congonhas Minérios será vendida para os membros do Consórcio Asiático e para a companhia, sendo que os direitos serão refletidos em contratos de fornecimento de longo prazo.   Continuação...