Vendas no varejo brasileiro sobem mais que o esperado em outubro, mas cenário ainda é frágil

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014 11:41 BRST
 

Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - As vendas no varejo brasileiro subiram 1 por cento em outubro, terceira alta mensal seguida e com ritmo acima do esperado puxado sobretudo pelos supermercados, mas ainda insuficiente para representar melhor recuperação do setor.

Na comparação com um ano antes, as vendas avançaram 1,8 por cento, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

O resultado de outubro na comparação mensal foi o mais forte para o mês desde 2009 (2 por cento) e ficou bem acima da expectativa em pesquisa da Reuters, de avanço de 0,50 por cento, igualando a projeção mais alta. Para a base anual, a expectativa mediana era de alta de 0,95 por cento.

O IBGE informou que o volume de vendas em sete das oito atividades pesquisadas no varejo restrito subiram em outubro na comparação mensal, com destaque para o segmento de Hipermercados e supermercados, que recuperou a perda de 0,2 por cento do mês anterior ao avançar 1,3 por cento em outubro.

Segundo o instituto, o setor foi favorecido pela taxa de desemprego baixa, que em outubro atingiu o menor nível para o mês, bem como pela melhora na renda. Soma-se a isso, segundo o consultor do IBGE Nilo Lopes, os trabalhos temporários criados com a eleição naquele mês.

"A eleição sem dúvida gera uma renda extra, tem mais gente trabalhando... A economia movimenta mais recursos, isso é inegável", destacou ele.

Já o segmento de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação registrou a maior alta mensal em outubro, de 3,5 por cento, após queda de 1,9 por cento em setembro.

O único resultado mensal negativo foi visto em Livros, jornais, revistas e papelaria, de 0,9 por cento.   Continuação...

 
Segurança numa cadeira alta enquanto consumidores compram em uma loja, em São Paulo. 19/11/2014 REUTERS/Paulo Whitaker