Senado dos EUA pretende votar na 2ª lei que permite gastos de US$ 1,1 trilhão

sábado, 13 de dezembro de 2014 10:06 BRST
 

Por Richard Cowan e David Lawder

WASHINGTON (Reuters) - O Senado dos Estados Unidos teve dificuldade na sexta-feira de aprovar uma lei que permite gastos de 1,1 trilhão de dólares, que evitaria uma paralisação do governo dos EUA, e adiou a votação até segunda-feira, quando os obstáculos regimentais à análise do texto começam a desaparecer.

As negociações entre democratas e republicanos para acelerar o processo de votação fracassaram durante conversas realizadas tarde da noite em um Capitólio praticamente vazio.

Caso não seja feito um acordo para agilizar o procedimento, o Senado deve realizar uma votação regimental na madrugada de domingo para abrir caminho para a aprovação na segunda-feira.

O fracasso nas negociações encerra uma semana em que a aprovação da lei de gastos para financiar boa parte das atividades do governo até 30 de setembro de 2015 avançaram aos trancos e barrancos.

Alguns senadores, irritados com o fato de a lei amenizar algumas das exigências feitas pela lei de regularização bancária Dodd-Frank, queriam a chance de retirar do texto essas medidas.

Mas as exigências de alguns republicanos conservadores para uma votação separada de uma emenda para retirar imediatamente financiamento para a implementação de um programa de imigração recentemente anunciado pelo presidente dos EUA, Barack Obama, prejudicaram o progresso da lei sobre gastos na sexta.

Para manter as agências federais operando além da meia-noite de sábado, quando o financiamento existente expira, o Senado deve aprovar em algum momento deste sábado um projeto para financiamento temporário até o meio da próxima semana.

A Câmara dos Deputados já aprovou um projeto similar, já antecipando que o Senado não seria capaz de aprovar a lei sobre gastos a tempo.   Continuação...