Atividade econômica brasileira tem recuo inesperado de 0,26% em outubro, diz BC

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014 11:49 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A economia brasileira iniciou o quarto trimestre em queda depois de ter saído da recessão técnica, sinalizou o Banco Central nesta segunda-feira, num resultado que mostra a dificuldade da atividade de recuperar o fôlego e já leva a piora nas projeções sobre o Produto Interno Bruto (PIB).

O Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) recuou 0,26 por cento em outubro sobre o mês anterior, quando havia avançado 0,26 por cento, segundo números dessazonalizados. Com isso interrompeu série de três altas mensais.

Analistas consultados pela Reuters esperavam alta mensal de 0,20 por cento em outubro, de acordo com a mediana das projeções, sendo que a mais baixa delas apontava para variação zero no período. BRIBC=ECI

"Dada a surpresa negativa do IBC-Br, revisamos nossa expectativa de (crescimento do) PIB do quarto trimestre de 0,4 por cento para 0,2 por cento (sobre o terceiro trimestre)", informou a economista-chefe a consultoria Rosenberg & Associados, Thaís Marzola Zara, em nota.

Com isso, a consultoria revisou sua projeção para a expansão do PIB no ano para 0,1 por cento, contra 0,2 por cento anteriormente, muito aquém dos 2,5 por cento registrados em 2013.

No acumulado do ano até outubro, o IBC-Br mostra a economia praticamente estagnada, com leve queda de 0,09 por cento.

Na comparação com outubro de 2013, o IBC-Br tem recuo de 0,87 por cento, acumulando alta de 0,26 por cento em 12 meses, ainda de acordo com dados dessazonalizados do BC.

Para o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, a queda dos preços de commodities pode ser um dos fatores que teria contribuído para a queda do IBC-Br.

Ele não alterou suas projeções e vê alta de 0,2 por cento no quarto trimestre sobre o período anterior, com o PIB encerrando 2014 com expansão de 0,3 por cento. Entretanto, já alerta que as chances de um resultado negativo no ano existem. "A possibilidade é muito pequena, mas não nula", disse.   Continuação...

 
Sede do Banco Central em Brasília. 22/09/2011. REUTERS/Ueslei Marcelino