Justiça acata denúncias contra executivos de OAS e Galvão Engenharia por escândalo na Petrobras

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014 19:42 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Justiça Federal do Paraná acatou novas denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal (MPF), no caso que investiga suposto esquema de corrupção na Petrobras (PETR4.SA: Cotações), contra 11 suspeitos, incluindo o presidente da Construtora OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, e o diretor-presidente da Galvão Engenharia, Jean Alberto Luscher Castro.

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso neste ano pela Polícia Federal, e o doleiro Alberto Youssef também são réus nos processos que envolvem as duas empresas, além da ação penal relacionada à Engevix Engenharia, aceitos pela justiça na sexta-feira.

Na quinta-feira, executivos de seis das maiores empreiteiras do Brasil foram denunciados à Justiça acusados de participar do suposto esquema, com o MPF pedindo que as empresas façam o ressarcimento de 1,186 bilhão de reais. [nL1N0TV233]

Os denunciados enfrentam uma ampla gama de acusações decorrentes da operação Lava Jato, da Polícia Federal, por crimes de corrupção, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro, em um caso histórico que atingiu uma das maiores empresas da América Latina.

As denúncias apresentadas pelo MPF envolveram ao todo 36 pessoas, 23 delas vinculadas a OAS, Camargo Corrêa, UTC Engenharia, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, além da Engevix.

Devido à complexidade das denúncias, a Justiça está acatando aos poucos as sugestões do MPF.

Nesta segunda-feira, as ações penais tiveram como objetivo uma fração desses crimes, especialmente aqueles supostamente praticados "por empregados e dirigentes de empreiteiras e empresas do Grupo OAS" e "por empregados e dirigentes da empreiteira Galvão Engenharia", segundo o parecer da Justiça.

Tanto a OAS quanto a Galvão Engenharia, segundo a denúncia do MPF, teriam vencido individualmente ou em consórcio obras contratadas pela Petrobras.

No suposto esquema criminoso, os dirigentes da Galvão Engenharia e da OAS teriam destinado pelo menos cerca de 1 por cento sobre o valor dos contratos e aditivos à diretoria de Abastecimento da Petrobras, parte destes valores sendo destinado exclusivamente a Costa, segundo a Justiça.   Continuação...

 
Sede da Petrobras no Rio de Janeiro. 14/11/2014 REUTERS/Sergio Moraes