Montadoras de baixo custo brilham em frágil recuperação do mercado europeu

terça-feira, 16 de dezembro de 2014 11:30 BRST
 

PARIS (Reuters) - Marcas de veículos de baixo custo como Dacia e Seat foram destaque nas vendas de automóveis europeus, que subiram 1,2 por cento no mês passado, com fabricantes para o mercado intermediário pressionadas por preocupações dos consumidores sobre a economia.

As vendas avançaram para 989.457 carros em novembro, divulgou a Associação dos Fabricantes Europeus de Veículos nesta terça-feira, marcando o 15o ganho mensal consecutivo e um avanço de 5,5 por cento nos primeiros 11 meses do ano.

A marca Dacia, da Renault registrou um aumento de 11 por cento graças a modelos como o SUV Duster, ajudando as entregas do grupo a subirem 3,9 por cento e aumentando a fatia de mercado da montadora para 9,5 por cento.

A Volkswagen, líder na Europa, teve um aumento de 2,5 por cento nas vendas após um impulso semelhante de 10 por cento da sua marca espanhola Seat, de baixo custo, elevando a quota de mercado do grupo para 26,7 por cento.

A recuperação do mercado espanhol e as fortes vendas de carros no Reino Unido estão ajudando a compensar a demanda hesitante na Alemanha e uma recessão renovada na França, onde o desemprego elevado e a fraca confiança dos consumidores estão mantendo os clientes fora das concessionárias.

"Enquanto as taxas de desemprego na Europa continuam elevadas e a confiança do consumidor silenciada, não estamos esperando que o crescimento do mercado europeu acelere", afirmou a consultoria Evercore ISI em uma nota.

"Nós esperamos que o mercado fique estável ou melhore levamente daqui para frente, ajudado pelo crescimento na Alemanha no próximo ano", completou a nota.

As vendas europeias dos automóveis da Hyundai, competitivos em preços, subiram 5,7 por cento, enquanto as rivais voltadas para o mercado intermediário tiveram dificuldades. As vendas da Ford caíram 5,5 por cento, a marca Opel, da General Motors, viu queda de 12 por cento, e PSA Peugeot Citroen teve um recuo de 2,9 por cento.

(Por Laurence Frost)

 
Funcionários trabalham em linha de montagem da Dacia. 21/02/2013 REUTERS/Stringer