Pasadena, da Petrobras, foi mau negócio, diz Maia; oposição quer indiciamentos

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014 18:40 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, deputado Marco Maia (PT-RS), reviu seu relatório nesta quarta-feira e passou a considerar a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras, um mau negócio, enquanto a oposição apresentou um relatório paralelo pedindo indiciamentos, incluindo da atual presidente da estatal.

No relatório apresentado na semana passada, o petista considerava que o negócio não tinha sido alvo de desvios e nem trazido prejuízos à empresa, e que os valores eram "bem razoáveis". Segundo ele, um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) entregue à CPI mista nesta semana levou à mudança no seu parecer.

A relatoria "aponta retificações no capítulo 6 do relatório para indicar potencial prejuízo de 561,5 milhões de dólares aos cofres da Petrobras, no que se refere à avaliação feita pela estatal (de Pasadena), por ter adotado um valor elevado para o empreendimento adquirido", diz um trecho da retificação feita por Maia.

A CGU apontou perdas de 659,4 milhões de dólares da Petrobras na compra da refinaria de Pasadena e determinou a instauração de processos administrativos contra ex-executivos da estatal, entre eles o ex-presidente José Sérgio Gabrielli. (Full Story)

ESTOPIM

A compra da refinaria de Pasadena foi o estopim para criação da CPI mista da Petrobras.

A revelação da presidente Dilma Rousseff, por meio de uma nota à imprensa em março, de que o negócio havia sido tomado com base num parecer "técnica e juridicamente falhos" trouxe à tona novamente os problemas da negociação com a companhia belga, Astra Oil.

A nota deu força ao movimento dos partidos de oposição no Congresso, criando as condições políticas para instalação da comissão.   Continuação...