Queda de preço das principais commodities do país afeta exportação em 2015, diz AEB

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014 18:56 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As receitas de exportações de minério de ferro, petróleo e soja do Brasil devem cair no próximo ano em relação a 2014, devido à queda dos preços, apesar da expectativa de maiores volumes vendidos, afirmou o presidente da Associação de Comércio Exterior (AEB), José Augusto de Castro, nesta quarta-feira.

A receita de exportações de petróleo, em 2015, deve atingir 15,64 bilhões de dólares, uma queda de 6,1 por cento em relação ao valor previsto para este ano, enquanto as vendas de minério de ferro para o exterior devem somar 21,30 bilhões de dólares ano que vem, uma queda de 16,6 por cento, no mesmo período.

Os preços do petróleo e do minério de ferro caíram recentemente para mínimas de mais de cinco anos.

De acordo com a associação, as cotações das principais commodities brasileiras projetam queda para 2015, devido à expansão da oferta em ritmo superior à demanda internacional de produtos como soja, minério de ferro e petróleo.

Em contrapartida, o volume de exportação de petróleo deverá subir para média de 34 milhões de toneladas em 2015, ante vendas ao exterior de 26 milhões de toneladas neste ano. Já o volume de exportações de minério de ferro deverá ser de 355 milhões de toneladas em 2015, ante 340 milhões neste ano.

"O cenário hoje só não é pior porque estamos acompanhando queda de preço, não de quantidade", afirmou o presidente da AEB, José Augusto de Castro.

Apesar da forte queda em sua cotação, a AEB estima que o minério de ferro --matéria-prima do aço-- continuará sendo o item de maior valor nominal de exportação, seguida por soja e petróleo.

Além disso as commodities manterão índice de participação superior a 60 por cento na pauta de exportação brasileira no próximo ano.

A AEB prevê exportações do Brasil em 215,36 bilhões de dólares em 2015, queda de 4,3 por cento ante 2014. Já as importações deverão ser de 207,22 bilhões de dólares, queda de 9,8 por cento.

(Por Marta Nogueira)