Dólar cai quase 2% e vai a R$2,65 após Fed dizer que será "paciente"

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 17:14 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em queda de quase 2 por cento nesta quinta-feira, voltando a 2,65 reais em linha com o exterior, após o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, indicar na véspera que está caminhando para elevar os juros em algum momento do ano que vem, mas que adotará uma postura "paciente" ao fazê-lo.

A moeda norte-americana caiu 1,73 por cento, a 2,6550 reais na venda, chegando a bater 2,6454 reais na mínima da sessão. Na véspera, a divisa recuou 1,23 por cento mas ainda continuou no patamar de 2,70 reais.

Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 2 bilhões de dólares.

No fim da tarde da quarta-feira, com o mercado de câmbio já fechado, o Fed deu forte sinal de que está caminhando para elevar os juros em 2015, numa demonstração de confiança na economia norte-americana, mas que adotará uma postura "paciente".

"Foi um comunicado bom para todos os lados: foi positivo sobre a economia (dos EUA), mas foi cauteloso em relação à política monetária", disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano.

Juros mais altos nos EUA poderiam atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados em outros países, como o Brasil. Nesse contexto, o dólar recuava também contra moedas como os pesos chileno e colombiano.

O bom humor veio após um início de semana marcado por intensa aversão ao risco, em meio à queda dos preços do petróleo e à disparada do dólar sobre o rublo. Nesta sessão, a divisa dos EUA voltava a subir contra o rublo depois de um dia de alívio, uma vez que investidores não encontraram no discurso do presidente Vladimir Putin medidas concretas para enfrentar a crise cambial.

Segundo operadores, o movimento do real nesta sessão foi intensificado pelo desmonte de posições compradas em dólar que haviam sido montadas em meio ao pessimismo recente, além da baixa liquidez típica de fim de ano.

"Assim como a alta foi rápida, a queda foi rápida. O mercado se apavorou e depois voltou atrás", afirmou o operador de um importante banco nacional.   Continuação...