Prazos para licenças no setor de petróleo podem cair pela metade até 2016, diz IBP

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 18:39 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O tempo para que as petroleiras obtenham licenciamento ambiental para perfuração de poços de petróleo no Brasil poderá cair pela metade até 2016, previu nesta quinta-feira um representante da indústria do país, que trabalha em parceria com o Ibama para reduzir o prazo.

A demora para a obtenção das licenças é um ponto bastante crítico da indústria, gerando queixas recentes de integrantes do setor.

Atualmente, os prazos para realizar atividades de sísmica são de cerca de dois anos e meio. Para perfuração, o tempo é de até quatro anos.

A esperada redução do prazo será resultado de um trabalho do instituto em conjunto com o Ibama, realizado desde 2013, para a melhoria de processos e criação de instrumentos para agilizar os licenciamentos para sísmicas, perfurações e produção, afirmou nesta quinta-feira a jornalistas o gerente de Segurança, Meio Ambiente e Saúde e Operações do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), Carlos Henrique Mendes.

Ele explicou que a redução do tempo será influenciada principalmente pela implementação de um sistema eletrônico e a criação de um banco de dados.

"Essas melhorias, quando incorporadas como um todo, vão resultar em ganho não só na qualidade como também na celeridade do processo", afirmou Mendes.

Representantes do IBP, que representa diversas petroleiras com atuação no país, têm declarado em diferentes eventos que o processo demorado para a realização de licenciamentos tem atrapalhado o segmento de petróleo.

Em entrevista à Reuters nesta semana, o presidente da unidade brasileira da francesa Total, Denis Palluat, disse que a demora na liberação de licenciamentos ambientais para as atividades exploratórias em blocos de petróleo arrematados na décima primeira rodada, realizada pelo Brasil em 2013, deve atrasar o início das atividades em algumas áreas.

A Total avalia que as atividades de perfuração nos blocos adquiridos ocorrerão um ano depois do previsto, por conta da demora no licenciamento.   Continuação...