Taxas de juros sobem no Brasil em novembro em comparação a outubro

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014 13:20 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - O crescimento do mercado de crédito brasileiro acelerou no mês passado, em meio ao novo ciclo de aperto monetário, ao mesmo tempo em que o spread bancário recuou sobre outubro.

Segundo informou o Banco Central nesta segunda-feira, o estoque total de crédito no Brasil subiu 1,3 por cento em novembro ante outubro, chegando a 2,963 trilhões de reais, ou 58 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). O movimento foi o segundo mais intenso do ano, perdendo apenas para a alta mensal de 1,35 por cento vista em setembro.

Em novembro, o spread bancário --diferença entre o custo de captação do banco e a taxa efetivamente cobrada ao tomador final-- recuou a 21,2 pontos percentuais no segmento de recursos livres, sobre 21,4 pontos percentuais vistos em outubro.

No crédito total, incluindo os recursos direcionados, o spread médio ficou em 12,6 pontos percentuais, abaixo dos 12,8 pontos percentuais vistos em outubro.

"Houve saldo menor das modalidades com taxas mais elevadas, como no cheque especial, e isso influenciou o spread", explicou o chefe do departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.

No final de outubro, o BC deu início ao atual ciclo de aperto monetário, que já levou a Selic aos atuais 11,75 por cento ano ao ano, para combater a inflação elevada.

A autoridade monetária já indicou que deve continuar elevando a taxa básica de juros no curto prazo para fazer a inflação convergir para o centro da meta de inflação até o fim de 2016.

Ainda segundo o BC, a inadimplência no mercado de crédito brasileiro no segmento de recursos livres ficou em 4,9 por cento em novembro, menor em relação a outubro, quando registrou 5 por cento. Levando em consideração os recursos totais, a inadimplência ficou estável em 3 por cento.

Já a taxa média de juros no segmento de recursos livres fechou novembro em 33 por cento, superior aos 32,9 por cento em outubro. No segmento das pessoas físicas, a taxa ficou em 44,2 por cento, a maior da série histórica do BC de março de 2011.   Continuação...

 
Vista aérea da sede do Banco Central em Brasília. 20/01/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino