Dilma diz não ver indícios de irregularidades por diretores da Petrobras

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014 13:00 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta segunda-feira a atual diretoria da Petrobras, indicando que não pensa em substituir o comando da empresa, que, segundo ela, tem caixa para não recorrer a empréstimos em 2015 em meio a um cenário difícil no mercado de petróleo.

"Não vejo nenhum indício de irregularidades da atual diretoria da Petrobras", disse a presidente durante café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto.

As ações da Petrobras desaceleraram alta após a divulgação das declarações da presidente. Às 12h53, as preferenciais operavam com ganhos de 0,2 por cento, enquanto o Ibovespa caía 0,4 por cento.

Dilma afirmou, porém, que fará mudanças nos conselhos de administração das estatais, e que na Petrobras o novo presidente do conselho, indicado pelo governo, não será "necessariamente o ministro da Fazenda".

A petista não quis revelar o nome dos futuros conselheiros. Na semana passada, uma fonte próxima à Presidência da República disse à Reuters que o futuro ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e o ministro chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, são os favoritos para ocupar o posto.

A Petrobras está no epicentro de investigação sobre suposto esquema bilionário de corrupção em obras da empresa, com envolvimento de funcionários e ex-empregados, empreiteiras e políticos.

Mesmo assim, Dilma indicou que mantém a confiança na presidente da estatal, sua amiga pessoal, Maria das Graças Foster.

Ela disse que não "falta credibilidade" à estatal por causa da manutenção de Graça Foster na presidência. E disse que colocar alguém de fora da estatal no seu comando interromperia "o processo de investigação" e o "processo de gestão" promovidos pela atual diretoria.

Ela admitiu que Graça Foster, como prefere ser chamada a CEO da Petrobras, já colocou o cargo à disposição "caso sua permanência prejudicasse a empresa ou o governo". Dilma disse que rejeitou a possibilidade.   Continuação...

 
Sede da Petrobras no Rio de Janeiro. REUTERS/Sergio Moraes (BRAZIL - Tags: ENERGY CRIME LAW CIVIL UNREST)