Dívida mobiliária federal interna sobe 2,40% em novembro

terça-feira, 23 de dezembro de 2014 15:13 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - A dívida pública mobiliária federal interna subiu 2,40 por cento em novembro frente a outubro, atingindo 2,100 trilhões de reais, com o país registrando a primeira emissão líquida de títulos desde junho passado.

De acordo com dados apresentados pelo Tesouro Nacional nesta terça-feira, o estoque total da dívida pública federal, incluindo também a dívida externa, subiu 2,49 por cento em novembro, para 2,209 trilhões de reais, dentro da banda estimada pelo governo entre 2,170 trilhões e 2,320 trilhões de reais para o ano.

Em novembro, a emissão líquida de títulos federais ficou em 29,651 bilhões de reais, ante resgate líquido de 48,689 bilhões de reais em outubro. A última vez que o país havia registrado emissão líquida foi em junho (64,246 bilhões de reais).

"Entre julho e outubro, ocorreram vencimentos elevados de títulos. A estratégia do Tesouro considera essa sazonalidade de vencimentos, não há fatores de mercado influenciado essas operações... Em novembro e dezembro ocorrem vencimentos de títulos em volumes baixos", afirmou o coordenador-geral de Operações da Dívida do Tesouro, Fernando Garrido.

Segundo o Tesouro, os títulos prefixados representaram, em novembro, 40,84 por cento do total da dívida, frente a 40,16 por cento no mês anterior e ficando dentro da meta do governo para o ano (entre 40 e 44 por cento).

Os papéis corrigidos pela inflação representaram 35,38 por cento da dívida em novembro, ante 36,04 por cento em outubro. Para o fim do ano a meta é que fiquem entre 33 e 37 por cento.

Já os títulos corrigidos pela Selic corresponderam a 18,92 por cento do total do passivo, ante 19,04 por cento em outubro, voltando a ficar abaixo do teto de meta do ano, de 19 por cento.

Ainda segundo o Tesouro, os investidores estrangeiros reduziram suas aplicações em títulos da dívida mobiliária interna a 20,07 por cento do total do estoque no mês posterior à eleição que deu vitória à presidente Dilma Rousseff. Em outubro, essa participação havia sido de 20,38 por cento.

A futura equipe econômica --encabeçada pelos ministros indicados Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento) e pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini-- defende a redução das transferências do Tesouro para os bancos públicos a fim de não pressionar a dívida bruta brasileira.