Japão, cauteloso com Coreia do Norte, trabalha para garantir infraestrutura após ataque

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014 13:11 BRST
 

Por Tim Kelly e Nobuhiro Kubo

TÓQUIO (Reuters) - O Japão, temendo ser um alvo fácil de possíveis ciberataques vindos da Coreia do Norte após a invasão da Sony Pictures, começou a trabalhar para garantir que sua infraestrutura básica esteja a salvo e formular uma resposta diplomática, disseram autoridades.

A invasão da unidade norte-americana da Sony Corp, com sede em Tóquio, tem sido vista no Japão em grande parte como um problema americano, mas as autoridades disseram que o governo agora está agindo ativamente para enfrentar a questão depois que o presidente Barack Obama culpou a Coreia do Norte e prometeu responder "em um lugar, tempo e maneira que nós escolhermos".

Especialistas em ciberdefesa, diplomatas e políticos trabalharam no fim de semana no escritório do primeiro-ministro Shinzo Abe para lançar o esforço, disse um oficial envolvido no processo.

O governo está trabalhando para garantir que, em resposta a qualquer ameaça, suas funções básicas poderão continuar diante de qualquer ataque cibernético, mantendo serviços essenciais como a rede de energia elétrica, o fornecimento de gás e redes de transportes, disse o oficial, que se recusou a dar detalhes.

O Centro Nacional de Segurança da Informação do governo, trabalhando através de diversos ministérios, tem pressionando as empresas a melhorar sua segurança contra ciberataques, de acordo com as autoridades.

A diplomacia japonesa tem sido envolvida pelas acusações feitas pelo seu aliado, os Estados Unidos, de que Pyongyang estaria por trás do ataque cibernético que afetou a Sony Pictures - em meio à polêmica sobre o novo filme "A Entrevista", uma comédia que retrata uma trama ficcional para assassinar o líder norte-coreano Kim Jong Un.

Abe pode ser forçado a escolher entre apoiar Washington e manter as negociações com Pyongyang sobre os cidadãos japoneses sequestrados décadas atrás.

"O Japão está mantendo contato próximo com os Estados Unidos e apoiando o seu tratamento deste caso", disse o Secretário-chefe do gabinete japonês, Yoshihide Suga na segunda-feira, acrescentando que Tóquio está compartilhando informações com Washington.   Continuação...