Produção da Opep atinge mínima de 6 meses em dezembro com Líbia

terça-feira, 30 de dezembro de 2014 15:29 BRST
 

LONDRES (Reuters) - A oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) caiu 270 mil barris por dia (bpd) em dezembro para uma mínima de seis meses em meio a confrontos que prejudicaram a produção da Líbia, compensando o recorde de exportações do sul do Iraque e a manutenção da produção saudita, apontou uma pesquisa da Reuters nesta terça-feira.

A pesquisa indicou que os conflitos na Líbia acabaram por reduzir a produção total da Opep mesmo depois de uma reunião dos países membros do cartel em novembro decidir contra um corte formal nas metas de bombeamento.

"Em Viena, a Opep não decidiu por um corte de produção mas a oferta da Líbia tem caído desde então e a situação naquele país vai piorar a cada dia", disse Olivier Jakob, analista da Petromatrix. "Ainda assim, há um grande excedente no mercado, se você olhar para os estoques no próximo ano."

A oferta da Opep ficou na média de 29,98 milhões de bpd em dezembro, ante estimativa revisada de 30,25 milhões de bpd em novembro, segundo a pesquisa baseada em dados de frete marítimo e fontes de empresas, da Opep e consultorias.

Em reunião realizada em 27 de novembro, a Opep manteve a meta de produção de 30 milhões de bpd, derrubando os preços do petróleo a uma mínima de quatro anos perto de 71 dólares. O barril do Brent LCOc1 continuou a trajetória de queda e bateu mínima de cinco anos e meio nesta terça-feira, a 56,74 dólares por barril.

Os preços seguem pressionados, mesmo com a produção efetiva da Opep recuando em dezembro pelo terceiro mês consecutivo para o menor nível desde junho, quando o grupo bombeou 29,92 milhões de bpd, segundo pesquisas da Reuters. A produção de setembro, de 30,84 milhões de bpd foi a maior desde novembro de 2012.

A maior queda ocorreu na Líbia, onde a produção ficou em média de 400 mil bpd ao longo de dezembro, chegando a 350 mil bpd ao fim do mês, ante 800 mil bpd no começo, segundo fontes da indústria e autoridades líbias.

(Por Alex Lawler)