1 de Janeiro de 2015 / às 12:27 / em 3 anos

PMI oficial de indústria da China sugere que economia continua desacelerando

PEQUIM (Reuters) - A atividade industrial da China enfraqueceu em dezembro, destacando os desafios à frente do setor em meio à alta dos custos e à diminuição da demanda em uma economia em desaceleração.

Após um 2014 difícil, a segunda maior economia do mundo deve iniciar o novo ano com fraqueza, reforçando as expectativas de que Pequim adotará mais medidas de estímulo para evitar uma desaceleração mais forte que pode levar a perdas de empregos e defaults de dívidas.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) oficial de indústria da China caiu para 50,1 em dezembro ante 50,3 em novembro, mostrou estudo do governo nesta quinta-feira, o menor nível do ano e pouco acima da marca de 50 que separa crescimento de contração.

Analistas consultados pela Reuters esperavam leitura de 50,1.

“Isso indica que o crescimento industrial ainda está em tendência de queda, mas que o ritmo (de declínios) está desacelerando”, disse Zhang Liqun, economista do Centro de Desenvolvimento de Pesquisa em comunicado.

“A atual situação econômica está no processo de retornar à estabilidade”, completou.

Na quarta-feira a pesquisa similar do HSBC/Markit mostrou que a atividade encolheu pela primeira vez em sete meses em dezembro. Essa pesquisa foca em empresas menores, que estão enfrentando dificuldades maiores, principalmente custos mais altos de financiamento e problemas para conseguir empréstimos.

A pesquisa oficial é voltada mais para empresas maiores e estatais, que tem sido mais resilientes em parte devido a generosos subsídios do governo e melhor acesso ao crédito.

Muitos analistas projetam que o crescimento econômico do país irá desacelerar apenas marginalmente no quarto trimestre ante os 7,3 por cento registrados no terceiro trimestre, embora uma série de dados fracos sugira que eles podem estar otimistas demais.

Isso significa que o crescimento no ano ficará aquém da meta do governo de 7,5 por cento e marcará a expansão mais fraca em 24 anos.

Mas alguns sinais encorajadores surgiram de dados recentes, embora analistas digam que eles podem compensar apenas parcialmente a fraqueza do mercado imobiliário e seus efeitos sobre outras indústrias, o que pesa sobre a demanda por tudo, de móveis a cimento e vidro.

O crescimento do setor de serviços da China, que responde por quase metade da economia, continua robusto, embora as empresas ainda estejam cortando empregos. O PMI oficial de serviços subiu para 54,1 em dezembro, ante 53,9 em novembro

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