Dilma defende na posse ajustes na economia para país crescer e reforma política

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015 17:33 BRST
 

Por Maria Carolina Marcello e Nestor Rabello

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff afirmou em seu discurso de posse, nesta quinta-feira, que a retomada do crescimento da economia brasileira passa pelo ajuste nas contas públicas, que prometeu fazer com o menor sacrifício para os mais pobres.

Dilma, de 67 anos, assume o segundo mandato depois da mais acirrada eleição presidencial desde a redemocratização e sob fortes críticas pela estagnação da economia e em meio ao maior escândalo de corrupção da história do país.

Ao ser reempossada presidente no Congresso Nacional, voltou a defender a reforma política e também afirmou que conta com o apoio de sua base aliada no Legislativo para promover as mudanças que pretende fazer no novo período de governo.

"Mais que ninguém sei que o Brasil precisa voltar a crescer. Os primeiros passos desta caminhada passam por um ajuste nas contas públicas, um aumento na poupança interna, a ampliação do investimento e a elevação da produtividade da economia", disse Dilma em seu discurso, que durou mais de 40 minutos.

"Faremos isso com o menor sacrifício possível para a população, em especial para os mais necessitados", acrescentou.

Dilma, a primeira mulher presidente do Brasil, assumiu o segundo mandato ao lado de seu vice, Michel Temer, e tem pela frente um cenário de fragilidade econômica e incerteza política.

Ao assumir o mandato anterior, em 2011, Dilma se beneficiava da economia crescendo 7,5 por cento. Enquanto em 2014, a economia deve expandir só 0,2 por cento, segundo previsão do Banco Central.

O cenário para as contas públicas também é desfavorável para a presidente, que teve de enfrentar uma dura batalha no Congresso no final de 2014 para aprovar uma mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que, na prática, desobrigou o governo de realizar um superávit primário no ano passado.   Continuação...

 
Presidente Dilma Rousseff acena para o público ao chegar no Palácio do Planalto após tomar posse no Congresso, em Brasília. 1/01/2015. REUTERS/Ueslei Marcelino