Novo ministro de Minas e Energia defende fim de subsídios aleatórios para setor elétrico

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015 14:50 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - O novo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, defendeu nesta sexta-feira o fim de "subsídios aleatórios" para o setor elétrico e um maior diálogo com investidores, e disse que um de seus desafios será garantir preço justo de energia para o setor produtivo.

"Os fim de subsídios aleatórios e indiscriminados, fontes de pressão sobre as contas públicas, é medida indispensável para evitar consequências danosas à economia", disse ele em discurso durante a cerimônia de transmissão do cargo.

"Nosso desafio é ofertar energia a um preço justo, num momento em que os diversos setores produtivos dela necessitarem para empreenderem a retomada da atividade econômica", acrescentou.

Questionado por jornalistas sobre se haverá aumento extraordinário das tarifas de energia, Braga disse que ainda era prematuro falar sobre isso. "Não é que esteja descartado. Nós precisamos ter conhecimento do cenário que temos daqui para frente. Todos sabem que os números com relação a questão hidrológica são conhecidos por volta de abril", disse ele.

Em abril ocorre o fim do período úmido, quando os reservatórios das hidrelétricas precisam estar recuperados para enfrentar a próxima estação seca. Braga disse que não vê uma situação de "risco iminente" no que diz respeito ao abastecimento de energia do país.

O novo ministro disse que quer manter "um diálogo construtivo" com os representantes do setor privado, em especial os investidores, para construir um ambiente propício aos investimentos.

Braga falou ainda que pretende melhorar a gestão e governança da Petrobras, mas não admitiu mudanças no comando da companhia que enfrenta denúncias de corrupção. Ele afirmou que decisões como, por exemplo, sobre quem será o novo presidente do Conselho de Administração da petrolífera, serão tomadas após reuniões com outros representantes do governo federal, que começam a ocorrer a partir da próxima semana.

"As denúncias envolvendo a Petrobras constituem fatores de perturbação no mercado ... mas não devemos nem podemos deixar de prestigiar, reforçar e apoiar esta que é essencial e estratégica empresa para o futuro do desenvolvimento de nosso país", disse o novo ministro.

Em 90 dias, o ministro disse que deverá apresentar um diagnóstico completo dos setores vinculados a sua pasta, com metas para enfrentar desafios.   Continuação...