Vendas de carros caem na França mas sobem na Itália e Espanha

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015 16:55 BRST
 

PARIS/MADRI (Reuters) - A economia da França em dificuldades fez as vendas de automóveis caírem 6,8 por cento em dezembro na comparação anual, enquanto as vendas na Espanha, ajudadas por subsídios, deram um salto de 21,4 por cento, e os licenciamentos também subiram na Itália.

Esse contraste destaca como a França tem ficado de fora da frágil recuperação no setor europeu de automóveis. Ainda assim, o país teve em 2014 o primeiro crescimento anual desde 2009. Os licenciamentos para o ano subiram 0,3 por cento, para 1,8 milhão de carros, disse a associação da indústria automobilística CCFA.

Os licenciamentos de carros caíram para 163.382 veículos no mês passado, com a PSA Peugeot Citroen caindo 9,6 por cento. A Renault se saiu melhor com as vendas internas do grupo caindo 0,8 por cento, disse a CCFA em comunicado.

Francois Roudier, porta-voz da CCFA, disse que esperava-se que as vendas de automóveis na França fiquem estagnadas em 2015.

Na Espanha, 73.440 veículos foram vendidos em dezembro e 855.308 em 2014, alta de 18,4 por cento ante 2013 e o melhor ano desde 2010, disse a associação de montadoras Anfac.

O governo anunciou no início de novembro que estava estendendo pela sétima vez o Plano Pive que oferece reduções de preços nos veículos novos de baixa emissão.

"O mercado de carros termina o ano com o maior crescimento anual em 15 anos, com o Plano Pive permitindo expansão por 16 meses seguidos", disse David Barrientos, chefe de comunicação da Anfac. "Se o Plano Pive continuar durante todo o ano de 2015, os licenciamentos de veículos poderão chegar a perto de um milhão".

Na Itália, quarto maior mercado de automóveis da Europa, as vendas de carros novos subiram 2,35 por cento em dezembro, para 91.518 veículos, disse o Ministério dos Transportes. Em 2014, as vendas de automóveis italianos subiram 4,21 por cento, para 1,36 milhão de veículos, acrescentou.

Mas apesar do primeiro aumento em vendas anuais após uma queda de seis anos, o setor prefere cautela.   Continuação...