Primeiro-ministro britânico vai antecipar referendo sobre laço com UE, se possível

domingo, 4 de janeiro de 2015 10:08 BRST
 

LONDRES (Reuters) - O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse no domingo que gostaria de antecipar um referendo previsto sobre a participação da Grã-Bretanha na União Europeia, se possível.

Sob pressão dos membros de seu próprio partido céticos sobre a aliança com a União Europeia e do aumento da popularidade do partido anti-UE UK Independence Party, Cameron prometeu renegociar os laços da Grã-Bretanha com o bloco de 28 nações e tentar restituir poderes para Londres a partir de Bruxelas.

Ele disse que vai realizar um referendo em 2017 se os conservadores ganharem uma eleição nacional em maio.

"O referendo deve ocorrer antes do final de 2017. Se eu achar que nós poderíamos fazer isso antes, eu ficaria feliz. Quanto mais cedo eu puder cumprir este compromisso, de uma renegociação e um referendo ... melhor", disse ele ao programa da BBC Andrew Marr Show.

Com a imigração como um dos principais temas para os eleitores antes do que parece estar destinada a ser a mais disputada eleição da Grã-Bretanha na história moderna, Cameron estabeleceu planos para restringir o acesso dos migrantes da UE a pagamentos de previdência social na Grã-Bretanha.

Cameron deverá discutir seus planos, os quais ele tem dito que exigirão alteração do Tratado da União Europeia, durante um encontro com a líder da Alemanha, Angela Merkel, em Londres, na quarta-feira. Merkel deixou claro que ela não vai permitir que as regras da UE em matéria de livre circulação de trabalhadores sejam enfraquecidas.

Embora Cameron queira que a Grã-Bretanha permaneça em uma UE reformada, ele disse que não "exclui nada", se ele não puder obter as mudanças que quer.

Os conservadores de centro-direita de Cameron têm governado a Grã-Bretanha em coalizão com os liberais-democratas de centro-esquerda desde 2010.

A maioria das pesquisas de opinião dão à principal oposição Partido Trabalhista uma pequena vantagem antes da eleição de maio, mas muitos analistas acreditam que nenhum partido ganhará uma maioria absoluta no parlamento, possivelmente resultando em mais um governo de coalizão de dois ou mais partidos.

(Reportagem de Kylie MacLellan)