Republicanos querem desafiar Obama em energia, Cuba e imigração

domingo, 4 de janeiro de 2015 11:20 BRST
 

WASHINGTON/HONOLULU, (Reuters) - Os republicanos tomam controle total do Congresso norte-americano nesta semana, com uma agenda que tenta forçar a aprovação do oleoduto Keystone XL e recuar nas mudanças políticas do presidente Barack Obama em relação à Cuba e à imigração.

Após anos de batalha sobre o orçamento e outras questões, novas disputas devem ocorrer uma vez que os republicanos, que já possuem o controle da Câmara dos Deputados, assumem a maioria do Senado na terça-feira, após as vitórias contra os democratas nas eleições de novembro.

Obama prometeu usar sua caneta de veto caso os republicanos aprovem legislações a que se opõe, mas disse acreditar ser capaz de encontrar um território comum com os opositores em algumas áreas, incluindo livre comércio, revisão fiscal e o aumento das despesas com infraestrutura.

Enquanto o novo Congresso se reúne, Obama sairá na quarta-feira em uma viagem de três dias em direção à Michigan, Arizona e Tennessee, para falar sobre seu recorde econômico e destacar sua própria agenda para 2015.

O republicano Mitch McConnell, que se tornará líder da maioria do Senado, disse que o primeiro item em sua agenda será a legislação para forçar a aprovação do oleoduto Keystone XL da TransCanada Corp. O oleoduto, sob revisão pela administração Obama há anos, ajudaria a transportar petróleo das areias petrolíferas do Canadá para a Costa do Golfo dos EUA.

Muitos democratas vêem o projeto como uma ameaça ao meio-ambiente, mas apoiadores dizem que criará empregos e aumentará a segurança energética norte-americana.

Assessores republicanos afirmam que os esforços para enfraquecer a assinatura da lei do sistema de saúde de Obama também está entre as maiores prioridades.

Uma disputa legislativa deve acontecer quando o Congresso considerar o financiamento para o Departamento de Segurança Interna. Um orçamento de 1,1 trilhão de dólares do governo passou em meados de dezembro para financiar o governo até setembro, com exceção do Departamento de Segurança, que é financiado até 27 de fevereiro. Esse foi um esforço dos republicanos conservadores de bloquear dinheiro para a implementação da ordem executiva de Obama que concede isenção temporária da deportação de alguns imigrantes em situação irregular.

Os republicanos também discutiram utilizar a luta com a agência de segurança interna como um veículo para desafiar a medida histórica de Obama no mês passado de normalizar os laços com Cuba.

(Por Patricia Zengerle e Julia Edwards)