Nissan supera expectativas de vendas nos EUA em dezembro, Honda e Fiat ficam aquém

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015 11:38 BRST
 

DETROIT (Reuters) - As vendas da Nissan Motor nos Estados Unidos em dezembro ultrapassaram levemente as expectativas, ficando aquém do esperado na Honda Motor Co e na Fiat Chrysler, na divulgação nesta segunda-feira de dados que deverão mostrar fortes vendas para a maioria das montadoras no mercado dos EUA.

A Nissan informou nesta segunda-feira que suas vendas nos EUA subiram 7 por cento, para 117.318 veículos, e que em 2014 a marca de 1,39 milhão de veículos vendidos representou um recorde para empresa.

Apesar de as vendas norte-americanas da Honda terem subido 1,5 por cento, para 137.281 veículos, elas ficaram muito aquém das expectativas dos analistas de cerca de 143 mil veículos. No ano, as vendas da Honda subiram 1 por cento, a 1,54 milhão de veículos.

Já a Fiat Chrysler Automobiles disse que suas vendas nos EUA subiram 20 por cento no mês, diante de fortes vendas de SUVs e picapes, mas ainda abaixo das expectativas dos analistas.

As vendas da FCA de 193.261 veículos foram as mais elevadas para a empresa conhecida como Chrysler desde 2006. Analistas consultados pela Reuters esperavam que as vendas da FCA fossem de cerca de 196.500 veículos.

Nissan, Honda e Fiat Chrysler foram as primeiras grandes empresas de automóveis a relatarem dados de vendas nos EUA em dezembro.

Uma pesquisa da Reuters com 11 analistas mostrou expectativas de um ganho de 10,5 por cento para todas as vendas de veículos novos nos Estados Unidos em dezembro.

Os preços baixos da gasolina ajudaram a impulsionar a venda de caminhonetes e veículos utilitários (SUVs) no mês, disseram analistas.

Uma pesquisa separada com 35 economistas consultados pela Thomson Reuters mostrou que eles esperam, em média, uma taxa anualizada de vendas para dezembro de 16,9 milhões de veículos, a maior para o mês desde antes da crise da indústria em 2008-2009.

A cada mês, as vendas de automóveis são um indicador precoce de gastos do consumidor.

(Reportagem de Bernie Woodall)