Levy não empolga e Ibovespa cai 2% com mau humor externo; Petrobras tomba 8%

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015 17:40 BRST
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou a segunda-feira no vermelho e o Ibovespa abaixo dos 48 mil pontos, diante do quadro externo negativo, refletindo nova queda dos preços do petróleo, com o barril nos Estados Unidos abaixo de 50 dólares, e temores com a Grécia na Europa.

O discurso do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, à tarde não trouxe novidades concretas em termos de medidas para a economia, embora ele tenha apresentado a sua nova equipe.

No fechamento, o principal índice da bolsa paulista acusou queda de 2,05 por cento, a 47.482 pontos, perto da mínima de 47.263 pontos. O giro financeiro somou 6,4 bilhões de reais.

O viés negativo foi guiado pelo tombo de 8 por cento dos papéis da Petrobras, no centro de um escândalo de corrupção. As ações, que perderam quase metade do peso no Ibovespa na nova composição da carteira, encontraram na baixa do petróleo pressão vendedora adicional.

Em nota a clientes, o UBS disse que o sentimento negativo com a companhia continua e citou a divulgação do resultado do terceiro trimestre previsto para este mês e a crença na mudança de membros da diretoria (fora da alta cúpula) da empresa como potenciais catalisadores no curto prazo.

A queda de ações do setor de energia e receios com o futuro da Grécia na zona do euro derrubaram bolsas na Europa, respingando em Wall Street, onde papéis ligados a commodities também minavam os negócios. O S&P 500 caía 1,7 por cento.

Em Brasília, Levy afirmou no primeiro discurso no comando da Fazenda que o cumprimento das metas fiscais nos próximos anos será fundamento do novo ciclo de crescimento e que o Brasil tem condições de ter equilíbrio nas contas públicas sem redução de benefícios sociais.

Segundo o chefe da mesa de renda variável de uma corretora em São Paulo, que pediu para não ter o nome citado, Levy disse as coisas certas, mas o tom do discurso foi burocrático, o que significou um não-evento. O mercado que havia recuperado um pouco antes, devolveu.   Continuação...