Setor de serviços do Brasil encerra o ano com 3º mês de contração, aponta PMI

terça-feira, 6 de janeiro de 2015 10:00 BRST
 

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - O setor de serviços do Brasil registrou em dezembro o terceiro mês seguido de contração diante das condições econômicas frágeis, de acordo com o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgado nesta terça-feira.

Em dezembro, o PMI apurado pelo Markit foi a 49,1 ante 48,5 no mês anterior, permanecendo pelo terceiro mês seguido abaixo da marca de 50 que separa crescimento de queda da atividade, ainda que a contração tenha ficado menos acentuada.

"As evidências vincularam as reduções na atividade a fatores tais como as condições econômicas frágeis, o escândalo da Petrobras e o término de contratos", destacou o Markit em nota.

Somada ao retorno ao crescimento da indústria no mês passado, o PMI Composto do Brasil melhorou, mas ainda assim permaneceu fraco ao atingir 49,2 em dezembro, contra 48,1 em novembro.

Dos seis subsetores de serviços monitorados, a atividade caiu em quatro, sendo as exceções Hotéis e Restaurantes e Transporte e Armazenamento.

Segundo o Markit, a taxa de inflação de insumos atingiu o ritmo mais forte desde novembro de 2008, diante de relatos de preços de combustíveis mais altos e da apreciação do dólar contra o real. Somente em dezembro a moeda norte-americana avançou 3,39 por cento, no quarto mês seguido de alta.

Com isso, os preços cobrados pelos fornecedores de serviços tiveram a maior alta desde o início da pesquisa, no começo de 2007, e o avanço foi de forma generalizada entre os setores.

"O que chama nossa atenção é que as empresas reportaram que os preços cobrados subiram no ritmo mais rápido desde o início da série, enquanto os preços de insumos avançaram no ritmo mais rápido desde 2008, já que isso parece ser inconsistente com a fraqueza geral da economia", disse em nota o economista-chefe do HSBC, André Lóes.   Continuação...