Período úmido não se firmou no Sudeste e chuvas devem ficar abaixo da média em janeiro

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015 17:23 BRST
 

Por Anna Flávia Rochas

SÃO PAULO (Reuters) - As chuvas que atingirão os reservatórios de hidrelétricas do Sudeste do país em janeiro deverão ficar bem abaixo da média histórica, segundo previsão atualizada do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) nesta sexta-feira, que também reduziu a expectativa para o nível das represas.

"As regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste encontram-se em seus períodos úmidos históricos. Todavia, no seu início, a análise das atuais condições hidrometereológicas e climáticas ainda não caracterizam o seu efetivo estabelecimento", disse o ONS em relatório do Programa Mensal de Operação nesta sexta-feira.

O ONS reduziu a previsão de chuvas que devem chegar aos reservatórios das hidrelétricas do Sudeste/Centro Oeste em janeiro para cerca de 56 por cento da média histórica, ante a estimativa de 82 por cento divulgada na semana passada.

No Nordeste, as afluências deverão ficar em 32 por cento da média histórica para o mês, ante estimativa anterior de que ficassem a 42 por cento da média.

O ONS espera agora que o nível das represas do Sudeste termine janeiro entre 19,2 por cento e 25,3 por cento, ante o nível atual de 19,67 por cento. Já no Nordeste, a expectativa é de armazenamento de 16,2 a 19,6 por cento, ante 18,28 por cento atualmente.

No Norte, espera-se que as chuvas atinjam 61 por cento da média em janeiro e apenas o Sul deve receber muitas chuvas -- equivalentes a 242 por cento da média histórica.

A forte redução nas previsões de vazão elevaram o Custo Marginal de Operação do Sistema (CMO) em 85,6 por cento e o Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) se mantém no máximo para a próxima semana, em 388,48 reais por megawatt-hora (MWh).

Meteorologistas disseram à Reuters nesta semana que as chuvas esperadas para o período úmido na região Sudeste provavelmente não vão encher as represas dessa região a níveis melhores que os vistos em abril do ano passado, fim do período úmido, o que não mitiga preocupações sobre o fornecimento de energia para este ano.   Continuação...