Banco Mundial corta estimativa para crescimento global apesar de queda do petróleo

terça-feira, 13 de janeiro de 2015 20:25 BRST
 

WASHINGTON (Reuters) - O Banco Mundial reduziu nesta terça-feira sua previsão de crescimento global para 2015 e no próximo ano devido a perspectivas econômicas decepcionantes para a zona do euro, Japão e Brasil, entre outras economias emergentes, que anularam o benefício de preços mais baixos do petróleo.

O Banco Mundial prevê que a economia global cresça 3 por cento este ano, abaixo da estimativa de 3,4 por cento feita em junho, de acordo com seu relatório semestral "Global Economic Prospects".

O crescimento do PIB mundial deve chegar a 3,3 por cento em 2016, ante previsão de 3,5 por cento em junho, e desacelerar para 3,2 por cento em 2017, disse a instituição.

"A economia global está em um momento desconcertante", disse o economista-chefe do Banco Mundial, Kaushik Basu, a jornalistas. "É um momento bastante desafiador para a previsão econômica."

A economia mundial tem crescido mais lentamente do que o esperado desde a crise financeira global de 2007-2009.

O Banco Mundial disse que a perspectiva de crescimento forte separou os Estados Unidos e a Grã-Bretanha de outras nações ricas, incluindo membros da zona do euro e do Japão, que continuam a enfrentar desempenho econômico anêmico e temores de deflação.

"A economia global está rodando com um único motor... os EUA", disse Basu. "Isso não garante um quadro rosa para o mundo."

Entre os mercados emergentes, Brasil e Rússia pesaram sobre as previsões de crescimento global, assim como a China, que está desacelerando conforme se afasta de um modelo de crescimento baseado no investimento.

Assim como outros analistas, o Banco Mundial previu que a queda de cerca de 60 por cento nos preços globais do petróleo desde junho do ano passado deve gerar um ganho líquido para a economia mundial, ao impulsionar os países importadores de petróleo.   Continuação...

 
Consumidora passa em frente a uma propaganda de câmbio num banco em Mumbai, na Índia, em agosto de 2013. 19/08/2013 REUTERS/Danish Siddiqui