Ministro vê alta de tarifas de energia abaixo de 40% e defende redução do consumo

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015 21:56 BRST
 

Por Leonardo Goy

BRASÍLIA (Reuters) - O aumento médio nas tarifas de eletricidade no país em 2015 ficará abaixo de 40 por cento "com certeza", disse nesta quarta-feira o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, que vê como importante a redução do consumo pela população em um momento de chuvas ainda abaixo da média e baixo nível de represas de hidrelétricas.

Respondendo a perguntas de jornalistas sobre texto publicado nesta quarta-feira pelo jornal Valor Econômico que afirma que as tarifas de energia poderão subir em média até 40 por cento este ano, o ministro, porém, evitou dar mais detalhes. O jornal O Estado de S. Paulo publicou que o reajuste médio será de 30 por cento.

"Não creio em (aumento de) tarifa de 40 por cento", disse o ministro a jornalistas. Ao ser questionado se o reajuste será abaixo de 40 por cento, Braga respondeu "com certeza".

O ministro não informou quais os patamares médios tanto dos reajustes ordinários das tarifas quanto das revisões extraordinárias que serão pedidas pelas distribuidoras para fazer frente à elevação dos custos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e do preço da energia da usina hidrelétrica de Itaipu, que subiu cerca de 46 por cento.

Segundo ele, as estimativas de aumentos publicadas pela imprensa nesta quarta-feira não levam em conta efeitos positivos da melhoria da situação financeira das distribuidoras a ser obtida na revisão extraordinária de tarifas.

"Este impacto poderá sofrer uma mudança significativa e uma renegociação por parte das distribuidoras, em função da melhora dos recebíveis, da melhoria da geração de caixa do setor elétrico e que, portanto, poderá implicar em uma melhoria do desempenho financeiro dos contratos que eles fizeram no ano passado", disse o ministro.

Ele confirmou que o governo federal avalia intermediar com bancos e distribuidoras de eletricidade alongamento de prazos de empréstimos tomados pelo setor no ano passado, como forma de minimizar impactos de reajustes de tarifas na inflação.

"A partir do momento em que as decisões forem tomadas pela Aneel, haverá um redesenho da remuneração do setor", disse Braga.   Continuação...

 
Torres de transmissão de energia elétrica em Santo Antonio do Jardim, no Estado de São Paulo, em fevereiro do ano passado. 06/02/2014 REUTERS/Paulo Whitaker