Vale despenca 8% e arrasta Bovespa; Petrobras cai 3%

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015 19:20 BRST
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou em baixa nesta quarta-feira, guiada pela forte queda dos papéis da mineradora Vale, pressionada por preocupações sobre o crescimento global que têm pesado sobre o preço de commodities.

O Ibovespa caiu 0,82 por cento, a 47.645 pontos. Na máxima, chegou a subir 0,5 por cento, a 48.280 pontos. O giro financeiro somou 5,8 bilhões de reais.

As preferenciais da Vale despencaram 7,77 por cento, a maior queda desde 8 de agosto de 2011, após o preço do minério de ferro na China cair próximo da mínima em mais de cinco anos. O Citi cortou a projeção para o preço do minério de 65 para 58 dólares a tonelada em 2015.

Bradespar, uma das principais acionistas da Vale, recuou 7,49 por cento, mesmo após seu Conselho de Administração ter elevado na véspera o volume de ações em programa de recompra para até 24,8 milhões de papéis.

A Petrobras foi outro componente negativo, com recuo de 2,89 por cento, em meio a volatilidade nos preços do petróleo e noticiário intenso sobre a estatal, enquanto investidores seguem na expectativa do resultado do terceiro trimestre, previsto para o dia 27.

A alta do setor bancário, principalmente de Itaú Unibanco e Bradesco, chegou a sustentar o principal índice da bolsa paulista no azul na segunda etapa do dia.

A corretora do Credit Suisse observou fluxo de compra de ações de bancos privados, principalmente por parte de agentes locais. "Nossa percepção é a de que, após o grande tombo no setor da educação no começo do ano, os bancos seguiram um dos poucos 'portos seguros' em nosso mercado", disse.

Na nota a clientes, a corretora também citou que a principal discussão é sobre a exposição das instituições à operação Lava Jato, mas que alguns investidores com quem conversou nos últimos dois dias "permanecem bastante confortáveis em dizer que eles, por enquanto, não esperam uma relevante alta, se houver, nas provisões dos bancos e que os resultados do quarto trimestre virão fortes o suficiente para sustentar as ações."   Continuação...