Índice do BC aponta para estagnação da economia brasileira em novembro

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015 14:45 BRST
 

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - A atividade econômica brasileira ficou praticamente estagnada em novembro, de acordo com dados do Banco Central divulgados nesta quinta-feira, em um resultado melhor do que o esperado mas que ainda assim sinaliza que a economia encerrou 2014 enfraquecida.

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do BC --considerado uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB)-- registrou variação positiva de 0,04 por cento em novembro sobre o mês anterior, segundo números dessazonalizados.

O resultado ainda mostra ligeira recuperação em relação ao resultado mensal de outubro, que também melhorou ao ser revisado para cima pelo BC. Ainda assim, o dado de outubro permaneceu em território negativo, com queda de 0,12 por cento após divulgação anterior de recuo de 0,26 por cento.

Analistas consultados pela Reuters esperavam queda mensal de 0,20 por cento em novembro, de acordo com a mediana de 24 projeções, que foram de recuo de 0,60 por cento a alta de 0,60 por cento.

"(O) resultado do IBC-Br de novembro reforça expectativa de crescimento do PIB próximo à estabilidade no quarto trimestre", afirmou em nota o diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco, Octavio de Barros.

O economista-chefe, Jankiel Santos, e o economista sênior, Flávio Serrano, do Espírito Santo Investment Bank seguem praticamente na mesma linha.

"O resultado de hoje ainda indica um resultado muito fraco para o PIB no quarto trimestre. De fato, o efeito de carryover no período é de expansão de 0,1 por cento sobre o trimestre anterior, mas não podemos descartar um número negativo no último trimestre do ano devido aos dados econômicos divulgados até agora", afirmam Santos e Serrano em nota.

No acumulado do ano até novembro, o IBC-Br mostra a economia com leve retração, de 0,12 por cento. Já na comparação com novembro de 2013, o indicador caiu 0,49 por cento, mas em 12 meses tem variação negativa de 0,01 por cento.   Continuação...

 
Vista aérea da sede do Banco Central, em Brasília. 20/01/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino