Conflitos superam preocupações econômicas como maior risco para mundo no relatório de Davos

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015 10:53 BRST
 

Por Ben Hirschler

LONDRES (Reuters) - O risco de conflito internacional é agora a maior ameaça a países e empresas nos próximos dez anos, superando preocupações com a economia, destacou o Fórum Econômico Mundial nesta quinta-feira.

A avaliação anual dos riscos globais feita pelo Fórum delineia o cenário para sua reunião em Davos na semana que vem, embora seja baseada em respostas recebidas há alguns meses. É a primeira vez que a pesquisa tem o conflito como principal fator de risco, refletindo um mundo cada vez mais perigoso.

As nove edições anteriores do relatório Riscos Globais seguiram a tendência de destacar ameaças econômicas, tais como crises fiscais, o colapso dos preços dos ativos e a ampliação das disparidades de renda.

Desta vez a economia ficou em segundo plano, já que cerca de 900 especialistas consultados para a pesquisa demonstraram preocupação com o levante separatista pró-russo na Ucrânia, a dramática expansão do grupo militante Estado Islâmico e outros focos geopolíticas.

"É muito impressionante como os riscos geopolíticos deram um salto muito mais forte do que os outros riscos", disse Margareta Drzeniek Hanouz, a economista-chefe do Fórum Econômico Mundial.

Além do temor de grandes confrontos entre Estados, os meios de travar o conflito estão  mudando, com a ascensão de ciberataques transfronteiriços, ataques aéreos e o uso cada vez maior de sanções econômicas.

Desde que a pesquisa vem sendo realizada, o quadro econômico se obscureceu significativamente, com o petróleo caindo abaixo de 50 dólares o barril, a zona do euro cambaleando em meio à deflação e os preços do cobre desabando esta semana, enquanto o Banco Mundial cortava sua previsão de crescimento mundial.

"Nós ainda não estamos fora de perigo em termos da recuperação econômica", disse Margareta.   Continuação...