Preços ao produtor nos EUA têm maior queda em mais de 3 anos

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015 12:25 BRST
 

WASHINGTON (Reuters) - Os preços ao produtor dos Estados Unidos em dezembro registraram a maior queda em mais de três anos na esteira dos custos de energia, enquanto as pressões inflacionárias foram nulas, um alerta para o Federal Reserve, banco central do país, que pondera o seu próximo passo de política monetária.

Outros dados divulgados nesta quinta-feira mostraram que o número de norte-americanos que solicitaram auxílio-desemprego aumentou para o maior nível em quatro meses na semana passada. Isso, no entanto, provavelmente não altera o bom cenário do mercado de trabalho.

O Departamento do Trabalho informou que o índice de preços ao produtor para a demanda final recuou 0,3 por cento, a maior queda desde outubro de 2011, depois de cair 0,2 por cento em novembro.

Nos 12 meses até dezembro, os preços ao produtor aumentaram 1,1 por cento, o menor ganho desde novembro de 2013, depois de terem subido 1,4 por cento em novembro.

Os economistas projetavam que o indicador cairia 0,4 por cento em dezembro e aumentaria 1,0 por cento sobre um ano antes.

As autoridades do Fed veem fortemente como transitório o impacto da queda nos preços de energia sobre a inflação. Mas, com as vendas no varejo e os ganhos médios por hora, outra medida fundamental da inflação, mostrando queda em dezembro, isso pode dar uma pausa a alguns membros do Fed.

Em um segundo relatório, o Departamento de Trabalho informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 19 mil, para 316 mil em números ajustados sazonalmente, na semana encerrada em 10 de janeiro.

Os economistas esperavam queda a 291 mil na semana passada. A média móvel de quatro semanas dos pedidos, considerada uma medida melhor das tendências do mercado de trabalho, aumentou em apenas 6.750, para 298 mil na semana passada.

A medida mantém-se abaixo de 300 mil, o que está associado a um mercado de trabalho forte, há 18 semanas.