Previsões para Davos: alguns acertos, alguns erros 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015 13:22 BRST
 

Por Ben Hirschler

DAVOS, Suíça (Reuters) - Enquanto a elite política e do mundo dos negócios sobe esta semana os Alpes suíços para um encontro anual de observação da bola de cristal, a história sugere que os especialistas de Davos são susceptíveis a uma porção de conclusões erradas.

Mais de 1.500 líderes empresariais e 40 chefes de Estado e de governo estarão presentes na reunião anual do Fórum Econômico Mundial entre 21 e 24 de janeiro para fazer contatos e discutir grandes temas, desde o preço do petróleo até o futuro da Internet.

Este ano, eles estão se encontrando em um período de turbulências, com as forças de segurança em alerta após ataques em Paris, o Banco Central Europeu considerando adotar um programa radical de compra de títulos e o franco suíço, moeda tida como um porto seguro, em valorização vertiginosa.

O ar da montanha incentiva pronunciamentos confiantes, mas a precisão das previsões de Davos oscilou nos últimos anos.

Entre os fiascos dos prognósticos do ano passado se incluem o do chefe do Banco Central do Japão, Haruhiko Kuroda, que declarou que a situação no seu país estava "completamente mudada". Doze meses depois, a economia japonesa está de volta à recessão.

E ninguém no ano passado previu anexação da Crimeia pela Rússia, a ascensão do Estado Islâmico ou o petróleo a 50 dólares o barril.

As crises gêmeas na zona do euro e no setor bancário também foram falhas evidentes nas avaliações dos formuladores de políticas e especialistas.

Em 2011, a então ministra das Finanças da França, Christine Lagarde, declarou que a zona do euro tinha "virado a página" e pediu aos mercados financeiros que não apostassem contra a Europa. O bloco passou a ter um ano terrível em que a venda a descoberto teria sido uma tática decididamente inteligente.   Continuação...

 
Logo do Fórum Econômico Mundial é visto na janela do centro de convenções de Davos, na Suíça. 25/01/2011. REUTERS/Christian Hartmann