19 de Janeiro de 2015 / às 21:25 / 3 anos atrás

HRT fecha acordo de compra de fatia de ativos da Shell na Bacia de Campos, diz fonte

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A petroleira HRT fechou acordo de compra de participação da anglo-holandesa Shell nos campos de Bijupirá e Salema, na Bacia de Campos, os primeiros no país a serem operados por uma empresa estrangeira, em escala comercial.

A informação, que deve ser publicada ao mercado em comunicado na terça-feira, é de uma fonte da Reuters próxima às negociações, que pediu para não ser identificada por não ter permissão para falar com a imprensa.

Procuradas, a Shell e a HRT afirmaram que não comentariam rumores de mercado e preferiram não se manifestar.

A Shell é operadora dos dois campos, com 80 por cento de participação, e tem a Petrobras como sócia e detentora dos demais 20 por cento.

Os dois campos produzem hoje 30 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d), segundo informou a assessoria de imprensa da Shell, quase sete vez a produção da HRT registrada em novembro, como concessionária, de 4,3 boe/d.

Em em entrevista recente, a HRT havia afirmado à Reuters que buscava a aquisição de ativos em produção na Bacia de Campos, que poderiam trazer sinergias com o campo de Polvo, operado por ela na mesma bacia.

Bijupirá e Samela estão no litoral Norte Fluminense, a aproximadamente 295 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro.

Uma única plataforma do tipo FPSO (flutuante de produção, armazenamento e transferência de óleo) realiza a produção dos dois campos, de forma conjunta, chamada Fluminense.

A empresa anglo-holandesa realizou recentemente um trabalho de redesenvolvimento dos dois campos, de forma a reduzir o declínio natural, já que os ativos produzem desde 2003.

Como parte desse trabalho, entre 2013 e 2014, a Shell realizou a perfuração de quatro novos poços produtores em Bijupirá e Salema, completando 12 poços produtores e 6 injetores, segundo a assessoria disse à Reuters no ano passado.

Dessa forma, a Shell apresentou um novo plano de desenvolvimento para as áreas, aprovado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no ano passado.

A operadora dos ativos terá que entregar, até o fim de 2016, uma nova revisão dos planos de desenvolvimento das duas áreas. O próximo plano deverá conter, dentre outras questões, dados sísmicos diversos, atualizações de informações sobre as áreas, modificações e ampliações na infraestrutura de produção.

Por Marta Nogueira; edição Juliana Schincariol e Luciana Bruno

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