FMI reduz projeção de crescimento global e pede políticas expansionistas

terça-feira, 20 de janeiro de 2015 11:01 BRST
 

PEQUIM (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu sua projeção para o crescimento econômico global em 2015, e fez um apelo nesta terça-feira aos governos e bancos centrais a buscarem políticas monetárias expansionistas e reformas estruturais para sustentar o crescimento.

O crescimento global foi projetado em 3,5 por cento para 2015 e 3,7 por cento para 2016, disse o FMI em sua atualização do relatório "Perspectiva Econômica Global", reduzindo sua projeção em 0,3 ponto percentual para ambos os anos.

"Novos fatores sustentando o crescimento --preços menores do petróleo mas também depreciação do euro e do iene-- são mais do que compensados por forças negativas persistentes, incluindo os legados prolongados da crise e do crescimento potencial mais baixo em muitos países", disse o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, em comunicado divulgado pela instituição.

O FMI alertou economias avançadas para manter políticas monetárias expansionistas para evitarem aumentos em taxas de juros reais uma vez que o petróleo mais barato aumenta o risco de deflação.

Se as taxas de juros não puderem ser reduzidas mais, o FMI recomendou buscar uma política expansionista "através de outros meios".

Os Estados Unidos foram o único ponto positivo em um relatório pessimista para as principais economias, com a projeção de crescimento em 2015 elevada para 3,6 por cento ante 3,1 por cento.

As perspectivas para economias emergentes foram em geral reduzidas, com as projeções para os exportadores de petróleo Rússia, Nigéria e Arábia Saudita sofrendo os maiores cortes.

A queda dos preços do petróleo, que caíram pela metade desde junho, é amplamente resultado da decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de não cortar a produção, o que não deve mudar, disse Blanchard.

"Esperamos que o declínio do preço seja bastante persistente", afirmou ele em entrevista coletiva na divulgação do relatório. "Esperamos alguma volta, algum aumento, mas certamente não um aumento de volta aos níveis que víamos há, digamos, seis meses".   Continuação...

 
REUTERS/Kim Kyung-Hoon