Desligamento automático de usinas ocorreu de forma indevida, diz ONS

terça-feira, 20 de janeiro de 2015 21:21 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - O desligamento automático de cerca de 2.200 megawatts (MW) de usinas de geração, que provocou o corte de carga de energia programado em regiões do país, ocorreu de forma indevida, disse o Operador Nacional de Energia Elétrico (ONS) nesta terça-feira.

O ONS ordenou na segunda-feira que distribuidoras no Sudeste, Centro Oeste e Sul reduzissem o fornecimento em diversas áreas, levando ao corte de 5 por cento da carga no país para evitar um apagão de maiores proporções e reequilibrar a frequência do sistema.

O diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, disse que sistemas de proteção de usinas levaram ao desligamento automático indevido das geradoras e o motivo está sendo investigado.

"Esse desvio de frequência seria perfeitamente administrado não fosse a perda de 2.200 MW de geração", disse Chipp a jornalistas, após reunião do ONS. "Estamos fazendo os ajustes para que isso não se repita", disse.

O diretor acrescentou que o desligamento da usina Angra 1, que não deveria ter ocorrido por atuação de seu sistema de proteção, será investigado de forma mais aprofundada. A usina já voltou a gerar energia para o sistema.

Chipp negou que o incidente tenha ocorrido por incapacidade da geração para atender a demanda durante picos de consumo.

"Nós não temos ainda restrição de potência. Estamos operando com o nível de segurança", disse, afirmando que não está sendo usada toda a potência excedente de energia no país, que fica no Norte/Nordeste, para não elevar o risco de operação do sistema de transferência de energia Norte-Sul.

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse separadamente a jornalistas em Brasília que houve também uma falha no capacitor do sistema de transmissão Norte-Sul colaborou para acionar a ação de proteção da usina Governador Ney Braga, levando ao seu desligamento automático.

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