Mineradoras e UPS pesam; índices sobem na semana

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015 20:08 BRST
 

Por Lucas Iberico Lozada

NOVA YORK (Reuters) - Os índices Dow Jones e S&P 500 fecharam em queda nesta sexta-feira, pressionados por notícias corporativas desanimadoras, incluindo projeções da UPS.

O Dow Jones caiu 0,79 por cento, a 17.672 pontos. O S&P 500 perdeu 0,55 por cento, a 2.051 pontos. O Nasdaq subiu 0,16 por cento, a 4.757 pontos.

Os principais índices acionários, tiveram alta semanal pela primeira vez em quatro semanas, impulsionados em parte pelo anúncio de novas medidas de estímulo do Banco Central Europeu (BCE) na véspera. O Dow Jones subiu 0,9 por cento, o S&P 500 avançou 1,6 por cento e o Nasdaq ganhou 2,7 por cento.

O setor de commodities metálicas pesou no S&P 500, caindo 1,6 por cento, após o Goldman Sachs reduzir o preço alvo dos papéis de várias mineradores, incluindo uma revisão para baixo de 42 por cento para Freeport McMoRan. O Goldman também reduziu as previsões para os preços das commodities, incluindo alumínio, cobre e níquel.

UPS ficou entre as maiores influências negativas, após fazer previsões sombrias, ao lado de Exxon Mobil, cuja recomendação foi cortada pelo Credit Suisse a underperform.

As quedas foram parcialmente contidas pelo otimismo dos investidores após o Banco Central Europeu detalhar na véspera um programa de compra de bônus maior do que o esperado para estimular a economia da região e combater a deflação.

"De onde estamos, sentimos a continuação (do ano passado), a tendência ainda é de alta", disse o diretor da Rosenblatt Securities Gordon Charlop. "As correções e a volatilidade serão um pouco mais acentuadas, um pouco mais dramáticas, mas a tendência permanece intacta".

A UPS divulgou uma projeção para o lucro do quarto trimestre que ficou abaixo das expectativas, citando um desempenho decepcionante em embarques em solo nacional. As ações caíram 9,9 por cento, para 102,93 dólares.

Com 18 por cento das empresas listadas no S&P já tendo divulgado seus resultados trimestrais, 72,2 por cento superaram as expectativas de lucros, enquanto 54,4 por cento bateram as previsões para receitas, segundo dados da Thomson Reuters. Isso se compara com a média de longo prazo de 63 por cento para lucro e de 61 por cento para receita.