Projeção para inflação em 2015 dispara a 6,99% e de expansão do PIB despenca a 0,13%

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015 09:48 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A projeção de economistas de instituições financeiras para a inflação neste ano disparou para praticamente 7 por cento após o anúncio de aumentos de impostos ao mesmo tempo em que a estimativa de crescimento da economia despencou, mas a projeção para a Selic ao final de 2015 permaneceu inalterada.

De acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, a projeção para a alta do IPCA em 2015 foi elevada pela quarta semana seguida, a 6,99 por cento, contra 6,67 por cento anteriormente.

A última vez que a inflação oficial brasileira ficou acima de 7 por cento foi em 2004, quando o IPCA subiu 7,60 por cento. A meta oficial é de 4,5 por cento, com margem de 2 pontos percentuais.

A forte revisão da projeção no Focus aconteceu depois que o governo anunciou pacote de aumento de impostos, com destaque para tributos sobre combustíveis, como parte da investida do governo para colocar as contas públicas em ordem.

A alta dos preços administrados é uma das maiores fontes de pressão neste ano, e a estimativa subiu para 8,70 por cento, alta de 0,5 ponto percentual sobre a semana anterior.

O IPCA-15, prévia da inflação oficial, acelerou a alta a 0,89 por cento em janeiro, maior nível em quase quatro anos, como resultado dos preços de alimentos e tarifas públicas, acumulando alta de 6,69 por cento em 12 meses.

Para o final 2016, entretanto, a perspectiva para o IPCA no Focus foi reduzida em 0,1 ponto percentual, a 5,6 por cento.

Em relação ao crescimento do Produto Interno Bruto, para 2015 a estimativa despencou a 0,13 por cento, contra 0,38 por cento no levantamento anterior, quarta semana seguida de redução. A economia deve melhorar em 2016 na visão dos especialistas consultados, mas a projeção foi reduzida em 0,26 ponto percentual, a 1,54 por cento.

Sobre 2014, os economistas consultados ajustaram a perspectiva e projetam agora expansão de 0,10 por cento, contra 0,12 por cento anteriormente.   Continuação...

 
Prédio do Banco Central, em Brasília. 15/01/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino