Novos programas de ministérios terão que passar por análise orçamentária mais criteriosa

terça-feira, 27 de janeiro de 2015 22:48 BRST
 

Por Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA (Reuters) - A ordem da presidente Dilma Rousseff na reunião ministerial desta terça-feira é de que os ministros cumpram o ajuste fiscal imposto pela nova equipe econômica, e Nelson Barbosa, do Planejamento, chegou a criar limites para novos programas e investimentos, afirmaram ministros que participaram do encontro do primeiro escalão do governo.

Um dos ministros contou à Reuters após a reunião, sob condição de anonimato, que Barbosa disse que "novos projetos, programas e investimentos dos ministérios só poderão ir adiante com o aval da Junta Orçamentária."

"O governo está impondo limites adicionais aos ministérios", afirmou esse ministro.

Dilma reuniu pela primeira vez seus 39 ministros no segundo mandato, e durante o discurso de abertura pediu que eles façam uma defesa enfática do governo. "Nós não podemos permitir que a falsa versão se crie e se alastre", disse a presidente. "Reajam aos boatos, travem a batalha da comunicação."

O ministro também disse que Barbosa voltou a dizer aos colegas que assim que o Orçamento de 2015 for aprovado no Congresso Nacional, "o governo fará o contingenciamento necessário para cumprir sua meta fiscal", sem citar uma cifra.

Segundo esse ministro e outros dois ouvidos pela Reuters, várias intervenções dos colegas foram no sentido de apoiar os ajustes no campo fiscal e também nas mudanças das regras previdenciárias e trabalhistas.

"Foi uma louvação ao (ministro da Fazenda, Joaquim) Levy. Até o Miguel Rossetto (da Secretaria-Geral da Presidência) defendeu os ajustes adotados até agora, dizendo que eles são necessários", disse a fonte depois que os dois divulgaram posições diferentes sobre as mudanças promovidas no fim do ano pelo governo nas regras para acessar o seguro-desemprego.

Levy afirmou em entrevista na semana passada que o atual modelo do seguro-desemprego no Brasil está "defasado". E foi respondido por Rossetto, que emitiu nota dizendo que o benefício é "cláusula pétrea".   Continuação...