CORREÇÃO-Petrobras vê folga no caixa em 2015 com ajuda de baixa do petróleo

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015 13:03 BRST
 

(Corrige moeda no segundo parágrafo para dólares, e não reais)

SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras projeta uma situação de "folga" em seu caixa em 2015, com a combinação de baixas cotações internacionais do petróleo e manutenção dos preços domésticos de combustíveis, o que garantirá liquidez companhia, sem necessidade de recorrer a novas dívidas, disse a companhia nesta quarta-feira.

A Petrobras projeta uma geração operacional de 28 bilhões a 32 bilhões de dólares em 2015, incluindo pagamento de impostos, antes dos juros, dividendos e amortizações.

A empresa trabalha com projeções de preços do petróleo Brent LCOc1 entre 50 e 70 dólares por barril e taxa de câmbio entre 2,60 e 2,80 reais por dólar.

"Nossa posição de caixa vem sendo favorecida pela forte redução do preço do Brent nos últimos 3 meses e possui folga em relação aos valores que julgamos suficientes para manter nossas operações com a liquidez necessária ao longo do ano", disse a presidente da empresa, Maria das Graças Foster, em comentários publicados junto com o balanço não auditado da companhia para o terceiro trimestre de 2014.

Depois de longo período de defasagem dos preços da gasolina e do diesel no Brasil na comparação com o mercado internacional, com grandes prejuízos para a área de abastecimento, a Petrobras vive atualmente situação oposta: lucra com a venda de combustíveis no mercado doméstico acima dos patamares globais.

"A companhia reafirma a manutenção da política de preços de diesel e gasolina não repassando a volatilidade do mercado internacional, o que, na situação atual, favorece excepcionalmente o caixa", afirmou a executiva. O Brent acumula perdas de quase 60 por cento desde junho.

Graça Foster, como a presidente da empresa prefere ser chamada, reforçou que não haverá necessidade de recorrer a novas dívidas em 2015.   Continuação...

 
Presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, em foto de arquivo em Brasília. 01/08/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino