Bradesco preserva rentabilidade e controle da inadimplência, vê alta na carteira de até 9%

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015 16:28 BRST
 

Por Aluísio Alves e Guillermo Parra-Bernal

SÃO PAULO (Reuters) - O Bradesco divulgou um mix de melhora da qualidade da carteira e da rentabilidade no quarto trimestre, mas avaliações divergentes de analistas sobre as previsões do banco para 2015 pautavam comportamento volátil das ações da instituição nesta quinta-feira.

O segundo maior banco privado do Brasil anunciou mais cedo que seu lucro líquido no quarto trimestre cresceu 29,7 por cento ante mesma etapa de 2013, a 3,993 bilhões de reais, apoiado em maiores margens com crédito, robusta alta em seguros e menos despesas com provisões para calotes.

Excluindo itens não recorrentes, o lucro somou 4,132 bilhões de reais, alta de 29,2 por cento. A previsão média de analistas consultados pela Reuters apontava para lucro recorrente de 3,971 bilhões de reais.

O ano de "2014 não foi tão favorável em termos de crescimento econômico, mas acho que conseguimos progressos significativos", resumiu o presidente-executivo do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, em teleconferência com jornalistas.

O resultado do quarto trimestre recebeu aprovação de analistas, que pontuaram o foco do banco na rentabilidade e a qualidade da carteira de crédito, mesmo no ambiente econômico adverso do país.

Porém, a reação imediata do mercado ao resultado gradualmente deu espaço a análises mais conservadoras dos investidores. Após ter subido mais de 2 por cento na abertura do pregão, às 14h16 a ação do banco caía 2,3 por cento.

Entre os pontos levantados por analistas é o cenário para 2015. Diante da fraca atividade econômica do país, o próprio Bradesco previu para este ano um crescimento de apenas 5 a 9 por cento de seu estoque de crédito este ano.

"Acreditamos que pode haver aumento de inadimplência como consequência de maiores taxas de juros, aumento do desemprego e cenário macro mais resistente", afirmou em relatório o analista Samuel Torres, da Fator Corretora.   Continuação...

 
Agência do Banco Bradesco, no centro do Rio de Janeiro. 14/8/2014 REUTERS/Pilar Olivares