Petrobras reduz perdas e Bovespa fecha com ligeira alta após pregão volátil

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015 18:09 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - Após um pregão bastante volátil, a bolsa brasileira fechou com ligeira alta nesta quinta-feira, uma vez que as ações da Petrobras reduziram as perdas e notícias corporativas pontuais levantaram alguns papéis de peso, aliviando a pressão sobre o principal índice da Bovespa.

O Ibovespa teve variação positiva de 0,14 por cento, a 47.762 pontos, após cair 1,44 por cento no pior momento do dia. O giro financeiro do pregão foi de 6,67 bilhões de reais.

Segundo o gerente de renda variável da H.Commcor, Ariovaldo Santos, a ligeira alta da bolsa teve um componente de recuperação, após as perdas de 1,85 por cento da véspera.

A ação da produtora de bebidas Ambev, cuja recomendação foi elevada para compra ante neutra pelo Citi, e a companhia de meios de pagamento Cielo, que divulgou balanço do quarto trimestre bem recebido pelo mercado, ajudaram a sustentar o índice no azul.

O analista do UBS Frederic De Mariz disse, em relatório, que as fortes receitas da Cielo mostraram resiliência e compensaram os custos mais altos que o esperado, mantendo a recomendação de compra para os papéis.

As companhias do setor elétrico Light e Cemig fecharam com as maiores valorizações do Ibovespa, em meio a comentários do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. O ministro disse que as negociações do governo federal com bancos para um terceiro empréstimo às distribuidoras de energia elétrica estão em fase de conclusão. Ele ressaltou, porém, que as conversas estão sendo conduzidas pelo Ministério da Fazenda.

A produtora de celulose Fibria subiu quase 3 por cento, com investidores reagindo ao seu resultado operacional acima do previsto e prejuízo menor que o esperado. Executivos da empresa afirmaram em teleconferência que continuam otimistas com o cenário para a celulose.

As ações preferenciais da Petrobras fecharam em queda de 3,1 por cento, após recuarem mais de 7 por cento na sessão, na sequência de baixa superior a 10 por cento na véspera. Investidores continuam preocupados com o tamanho de uma baixa contábil relacionada a escândalo de corrupção que não foi incluída no balanço do terceiro trimestre não auditado divulgado pela empresa.

Em teleconferência com investidores e analistas, o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, disse que a estatal pode não declarar ou não pagar dividendos em caso de não ter lucro em determinado período e pode declarar o dividendo e não realizar o pagamento se tiver lucro.   Continuação...