COLUNA-As mensagens do ministro da Fazenda

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015 16:28 BRST
 

(O autor é editor-chefe do Serviço Brasileiro da Reuters. As opiniões expressas são do autor do texto)

Por Cesar Bianconi

SÃO PAULO (Reuters) - Passado o primeiro mês de Joaquim Levy à frente do Ministério da Fazenda, aqueles que esperavam um interlocutor mais eficiente do que o antecessor Guido Mantega podem estar um pouco frustrados.

O ministro, que vem sendo o alicerce para a retomada da confiança na economia brasileira, tem cumprido a promessa de aparecer menos em público do que Mantega, que falava praticamente todos os dias com jornalistas na portaria do ministério em Brasília.

Isso é louvável, já que parte do descrédito do ex-ministro residia justamente na excessiva frequência com que se pronunciava.

Mas o novo chefe da equipe econômica do governo da presidente Dilma Rousseff tem gerado ruído quando fala.

No mais recente episódio, nesta sexta-feira, Levy sugeriu que não havia intenção de se manter o câmbio artificialmente valorizado, durante palestra em evento organizado pelo Bradesco BBI.

O dólar, após iniciar a sessão perto da estabilidade, disparou ante o real quando a fala do ministro piscou nos terminais de notícias em bancos e corretoras.   Continuação...