Petrobras e bancos derrubam a Bovespa, que encerra janeiro com queda acumulada de 6,2%

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015 18:10 BRST
 

Por Priscila Jordão

SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras voltou a catalisar as perdas da bolsa paulista nesta sexta-feira, após a estatal ter seus ratings rebaixados pela Moody's, contribuindo para que o Ibovespa ampliasse queda acumulada em janeiro.

A baixa do pregão não foi maior por conta da mineradora Vale e de ações de exportadoras, favorecidas pela alta da cotação do dólar ante o real.

Nesta sexta-feira, o Ibovespa teve queda de 1,79 por cento, a 46.907 pontos. No acumulado do mês, o índice perdeu 6,20 por cento e, na semana, caiu 3,83 por cento. O giro financeiro do pregão foi de 8 bilhões de reais.

As ações preferenciais da Petrobras recuaram 6,5 por cento, encerrando o pregão no menor nível de fechamento desde setembro de 2004, a 8,18 reais. A ação ordinária da companhia fechou no patamar mais baixo desde maio de 2004, a 8,04 reais.

Desde a divulgação na quarta-feira dos resultados do terceiro trimestre sem as esperadas baixas contábeis relativas ao escândalo de corrupção, os papéis preferenciais da estatal perderam 19,6 por cento, ou quase 2 reais.

No centro da investigação da operação Lava Jato da Polícia Federal, que a colocou em uma situação financeira delicada, a petroleira teve os ratings cortados pela agência de classificação Moody's na noite da véspera.

"Repercute a possibilidade da nota de crédito da empresa ser rebaixada à frente, e chegar a perder o chamado grau de investimento", disse a Guide Investimentos em relatório. As notas da companhia permanecem em revisão para rebaixamento adicional pela Moody's.

Ações de bancos também exerceram forte pressão de baixa no Ibovespa, cuja queda foi corroborada pela baixa das ações norte-americanas, em reação à desaceleração da economia dos Estados Unidos no quarto trimestre de 2014. O PIB dos EUA cresceu 2,6 por cento, em ritmo anualizado, no período.   Continuação...