Governo federal avalia medidas de economia de energia para daqui a 60 a 90 dias

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015 18:49 BRST
 

Por Anna Flávia Rochas e Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - O governo federal estuda medidas para economia de energia no Brasil para serem lançadas daqui a 60 a 90 dias, quando acaba o período úmido, disse o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, nesta sexta-feira, na primeira admissão oficial de que há necessidade de redução da demanda por eletricidade do país.

"Nós vamos lançar um programa de eficiência energética que com certeza vai ter um impacto muito positivo (na redução da demanda). Estamos trabalhando nisso e esperamos que nos próximos 60 a 90 dias possamos ter um conjunto de ações nesse sentido", disse o ministro, a jornalistas.

"Já estão ocorrendo reuniões entre ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e membros do ministério para fazermos avaliações de algumas ações que estamos muito próximos de poder anunciar e que estamos planejando e discutindo com o setor já há alguns dias", acrescentou.

Segundo Braga, as medidas valerão para todos. "Nós estamos analisando não um incentivo fiscal, mas acho que nós temos que estabelecer alguma forma de premiar a eficiência energética e estamos analisando de que forma vamos estabelecer nesse programa um prêmio para eficiência energética", disse.

Segundo uma outra fonte do governo federal, uma das medidas a serem lançadas seria uma campanha de rádio e televisão estimulando a economia voluntária de energia elétrica pela população.

O ministro Braga e o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, já haviam dito mais cedo nesta sexta-feira, após se reunirem, que o setor elétrico enfrenta desafios e está dependente de chuvas a partir de fevereiro para que sejam definidas diretrizes de operação futuras.

As declarações ocorreram após o ONS divulgar previsões desanimadoras para as chuvas que devem atingir as represas da hidrelétricas no mês que vem, com afluências muito abaixo das médias históricas para o mês na maioria das regiões do Brasil.

"Tem que esperar fevereiro, que é um dos meses que mais chove, vamos aguardar, embora não haja nenhuma mudança radical (no cenário) de chuvas", disse Chipp, a jornalistas, após sair de reunião do conselho do ONS nesta sexta-feira.   Continuação...

 
Ministro de Minas e Energia Eduardo Braga concede entrevista à Reuters. 21/01/2015.  REUTERS/Ueslei Marcelino