Wall Street fecha em queda e acumula perdas no mês

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015 20:18 BRST
 

NOVA YORK (Reuters) - Os principais índices acionários dos Estados Unidos fecharam em queda nesta sexta-feira, ficando em território negativo também na semana e no mês, com os investidores preocupados com o fraco crescimento da economia dos EUA e com a possibilidade da instabilidade na Europa atingir os resultados corporativos.

O índice Dow Jones caiu 1,45 por cento, a 17.164 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 1,3 por cento, a 1.994 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq caiu 1,03 por cento, a 4.635 pontos.

Na semana, o Dow Jones caiu 2,8 por cento, o S&P também recuou 2,8 por cento e o Nasdaq perdeu 2,6 por cento. No mês, os índices também fecharam no vermelho. O Dow Jones caiu 3,6 por cento, o S&P 500 recuou 3,1 por cento e o Nasdaq perdeu 2,1 por cento.

A queda do S&P 500 em janeiro foi o maior recuo mensal desde janeiro de 2014.

O crescimento econômico dos EUA desacelerou acentuadamente no quarto trimestre, com fracos gastos das empresas e um déficit comercial mais amplo ofuscando o crescimento mais acelerado dos gastos dos consumidores desde 2006.

Aumentando as preocupações, o ministro das Finanças da Grécia disse que o governo não iria cooperar com a missão da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional.

Um breve rali na sequência da alta dos preços do petróleo na tarde não foi suficiente para manter os investidores que, nervosos com os rumos da economia global e dos EUA, fugiram para títulos de renda fixa e até mesmo venderam ações de empresas de serviços públicos, o setor de pior desempenho no dia.

"Parece um movimento de fuga para a segurança em um final de mês. As pessoas estão colocando dinheiro em ativos que tiveram bom desempenho neste mês", disse o chefe de operações da ConvergEx Group Peter Coleman.

O setor de energia do S&P 500 foi o único a terminar na sexta-feira em alta, subindo 0,74 por cento, depois de cair 1,5 por cento mais cedo na sessão. O índice setorial se recuperou quando os preços do petróleo subiram 8 por cento, após uma pesquisa mostrar o maior declínio desde 1987 do número de sondas de perfuração de petróleo dos EUA.   Continuação...