Economistas passam a ver estagnação neste ano e inflação de 7,01%

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015 10:11 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - Economistas de instituições financeiras passaram a ver a economia estagnada neste ano, ao mesmo tempo em que elevaram pela quinta semana seguida a projeção para a inflação neste ano, para mais de 7 por cento pela primeira vez, deixando inalterada a perspectiva para a Selic ao final de 2015.

Pesquisa Focus do BC divulgada nesta segunda-feira mostrou que a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto em 2015 caiu a apenas 0,03 por cento, contra 0,13 por cento no levantamento anterior, quinta vez seguida de deterioração da projeção.

Para 2016, a projeção também foi reduzida, a 1,50 por cento, 0,04 ponto percentual a menos do que no levantamento anterior. Em relação a 2014, os economistas consultados mantiveram a perspectiva de expansão de 0,10 por cento.

Já a estimativa para a alta do IPCA em 2015 chegou a 7,01 por cento, contra 6,99 por cento na pesquisa anterior, depois que o Banco Central avaliou que os avanços no combate à inflação ainda não foram suficientes.

A meta oficial é de 4,5 por cento, com margem de 2 pontos percentuais. A última vez que a inflação oficial brasileira ficou acima de 7 por cento foi em 2004, quando o IPCA subiu 7,60 por cento.

Na semana passada, o BC elevou com força sua estimativa da alta dos preços administrados em 2015, para 9,3 por cento, através da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), embora considere que o cenário de convergência da inflação para o centro da meta em 2016 se fortaleceu.

A alta dos preços administrados é uma das maiores fontes de pressão neste ano, e no Focus a estimativa subiu a 9,00 por cento, contra 8,70 por cento anteriormente.

Para o final de 2016, a projeção para o IPCA foi mantida em 5,60 por cento, com avanço de 5,80 por cento dos administrados.

A pesquisa mostrou ainda que os agentes consultados não mudaram a perspectiva para a Selic neste ano, e mantêm a projeção de nova elevação de 0,25 ponto percentual em março, com a taxa básica de juros encerrando 2015 a 12,50 por cento.   Continuação...

 
Homem passa pelo prédio do Banco Central, em Brasília. 15/01/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino