Ibovespa abre fevereiro em alta com Petrobras e Vale; elétricas de olho em Aneel

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015 18:39 BRST
 

Por Paula Arend Laier

(Reuters) - Bovespa fechou o primeiro pregão de fevereiro no azul, guiada pela recuperação das ações da Petrobras e avanço nos papéis da Vale. Ações do setor elétrico ficaram entre as maiores alta do dia, na véspera de reunião da Aneel que deve votar os parâmetros do próximo ciclo de revisão tarifária e o orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

O Ibovespa encerrou o dia em alta de 1,58 por cento, a 47.650 pontos. O volume financeiro da sessão somou 5,57 bilhões de reais.

Após perder mais de 6 por cento em janeiro, o principal índice da bolsa começou a segunda-feira volátil, com investidores ainda reticentes sobre o cenário macroeconômico, enquanto portfólios de ações reforçavam ainda as preocupações com o risco de racionamento de energia e potenciais efeitos de desdobramentos das investigações de corrupção na Petrobras.

As ações da estatal chegaram a enfraquecer no final da manhã, mas firmaram-se em alta na segunda etapa do dia, respondendo por um dos principais suportes positivos do Ibovespa, após perdas fortes na sexta-feira, diante do corte do rating pela Moody's.

Ações de bancos terminaram sem uma tendência única, com os privados Itaú Unibanco e Bradesco no azul, enquanto Banco do Brasil caiu 2,23 por cento, após apresentarem volatilidade ao longo da sessão com incertezas sobre a exposição das instituições financeiras à Petrobras.

Em nota a clientes, a corretora Brasil Plural destacou que, no balanço da Petrobras, a exposição bancária total é de 151 bilhões de reais (não circulante) e que esse número inclui todos os bancos do sistema, inclusive BNDES. Além disso, citaram que a dívida total da Petrobras, incluindo debêntures, é de 303 bilhões de reais.

Os papéis ON da Vale subiram 6,07 por cento e as preferenciais ganharam 4,05 por cento, reforçando a recuperação, depois que a mineradora propôs na sexta-feira o pagamento de 2 bilhões de dólares em remuneração mínima a acionistas em 2015, reduzindo pela metade o valor pago um ano antes.

O BTG Pactual avaliou positivamente a decisão, citando em relatório que a preservação do balanço é fundamental até 2016. Mas reduziu o preço-alvo para o ADR (recibo de ação nos Estados Unidos) da mineradora para 10 dólares, ante 12 dólares anteriormente.   Continuação...