Contração do setor de serviços do Brasil se acentua em janeiro, mostra PMI

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015 10:01 BRST
 

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - O ritmo de contração da atividade de serviços do Brasil intensificou-se em janeiro devido à estagnação das novas encomendas, marcando o quarto mês seguido de queda, mostrou o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgado nesta quarta-feira.

Em janeiro, o PMI apurado pelo Markit caiu a 48,4, contra 49,1 em dezembro, abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração e o nível mais baixo desde os 48,2 vistos em outubro.

Esse resultado fez com que o PMI Composto do Brasil permanecesse em 49,2 em janeiro, repetindo o mesmo nível do mês anterior, apesar de a indústria ter mostrado ligeiro crescimento.

Em nota, o Markit destacou que a atividade mais baixa do setor de serviços está vinculada às condições econômicas frágeis e ao escândalo da Petrobras, sendo que o ritmo mais forte de contração foi observado no subsetor de Aluguéis e Atividades de Negócios.

O volume de novos negócios recebidos pelos fornecedores de serviços brasileiros ficou estagnado em janeiro, com o índice caindo a exatamente 50,0 após dois meses de expansão. A menor entrada de novos trabalhos em Correios e Telecomunicações e em Aluguéis e Atividades de Negócios compensou o crescimento em outros setores.

Em contraste, o número de funcionários aumentou pelo segundo mês seguido, mas o ritmo de contratação desacelerou em relação a dezembro, sendo que o crescimento mais forte foi visto em Hotéis e Restaurantes.

Segundo o Markit, a taxa de inflação de insumos desacelerou ante o recorde de 73 meses visto em dezembro, mas ainda assim permaneceu acima da média de longo prazo com os entrevistados citando preços mais altos da matéria-prima e a apreciação do dólar frente ao real.

Assim, os preços cobrados pelos fornecedores de serviços aumentaram pelo terceiro mês seguido e de forma generalizada.   Continuação...