CEO da Petrobras e 5 diretores renunciam e busca por novos executivos é acelerada

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015 19:41 BRST
 

Por Jeferson Ribeiro e Rodrigo Viga Gaier

BRASÍLIA/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras anunciou nesta quarta-feira a renúncia da presidente Maria das Graças Foster e de cinco diretores, acelerando um processo de busca por novos executivos que tentarão dissipar incertezas sobre os rumos da estatal, que está no centro de um escândalo bilionário de corrupção.

A "revolta coletiva" surpreendeu integrantes do governo, uma vez que a saída da diretoria, amplamente esperada, estava prevista para o fim do mês, segundo uma fonte do governo.

Sem um plano imediato para a sucessão da presidência da estatal, segundo essa fonte, o governo agora corre contra o tempo na busca por alguém preferencialmente ligado ao setor de petróleo.

Em um curto comunicado nesta manhã, a Petrobras disse que novos executivos serão eleitos em reunião do Conselho de Administração na sexta-feira.

Entre os nomes apontados pelo mercado como possíveis para assumir a presidência da Petrobras estão o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, o ex-presidente da mineradora Vale Roger Agnelli, o atual presidente da Vale, Murilo Ferreira, o ex-executivo da Petrobras e OGX Rodolfo Landim, além do ex-CEO da companhia petroquímica Braskem José Carlos Grubisich.

"A escolha da nova diretoria não é um bicho de sete cabeças, é mais uma adequação de perfil. Tem muita gente especialista, que entende, com 30 a 35 anos e competente. O mais complicado é fechar o nome do novo presidente, que é algo chave", disse uma fonte próxima ao Conselho de Administração da empresa.

A saída de Graça Foster, como ela prefere ser chamada, foi oficializada um dia após ela ter se encontrado com a presidente Dilma Rousseff, de quem é amiga pessoal, para apresentar novo pedido de renúncia, desta vez aceito pela petista.

A renúncia da diretoria acontece em meio às investigações da Lava Jato, operação da Polícia Federal que chegou à petroleira por sobrepreço em contratos de obras com participação de ex-funcionários, executivos de empreiteiras e políticos.   Continuação...

 
29/01/2015. REUTERS/Sergio Moraes