February 6, 2015 / 2:13 PM / 2 years ago

Ganhos em empregos e salários nos EUA abrem porta para alta de juros no meio do ano

3 Min, DE LEITURA

WASHINGTON (Reuters) - O crescimento do emprego nos Estados Unidos avançou de modo sólido em janeiro e os rendimentos tiveram forte recuperação, numa mostra de força fundamental na economia que coloca de volta à mesa a possibilidade de uma elevação nos juros no meio do ano pelo Federal Reserve, banco central do país.

Foram criadas 257 mil vagas fora do setor agrícola no mês passado, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira. Os dados para novembro e dezembro foram revisados para mostrar 147 mil vagas criadas a mais do que relatado anteriormente.

Com 423 mil, os ganhos no emprego em novembro foram os maiores desde maio de 2010, quando o emprego foi impulsionado pelas contratações do governo para o censo.

Apesar de a taxa de desemprego ter subido para 5,7 por cento ante 5,6 por cento no mês anterior, isso foi causado por um aumento na força de trabalho, um sinal de confiança no mercado de trabalho.

Janeiro marcou o décimo primeiro mês consecutivo de ganhos acima de 200 mil nos empregos, a mais longa sequência desde 1994.

Economistas consultados pela Reuters previam aumento de 234 mil vagas no mês passado e taxa de desemprego em 5,6 por cento.

A contínua melhora no mercado de trabalho veio apesar da desaceleração na economia. O crescimento lento no exterior e preços mais baixos de petróleo têm pesado sobre as exportações e o investimento de empresas.

Os rendimentos subiram em 0,12 dólar no mês passado após terem recuado em 0,05 dólar em dezembro. Isso levou o ganho na base anual a 2,2 por cento, o maior desde agosto.

As expectativas para a elevação da taxa de juros haviam sido adiadas para setembro após a queda inesperada dos rendimentos em dezembro.

Os fortes ganhos no emprego e a melhora nos salários podem solidificar as expectativas de um aperto na política monetária em junho.

A retomada nos rendimentos provavelmente se combinará com os preços mais baixos de petróleo para oferecer um forte vento favorável aos gastos de consumidores e manter a economia crescendo a um ritmo bastante saudável, apesar da turbulência global.

O crescimento desacelerou para um ritmo anual de 2,6 por cento no quarto trimestre.

Em janeiro, foram criadas 267 mil vagas no setor privado. As contratações no setor privado em novembro e dezembro também foram revisadas para cima. Os aumentos de vagas no setor privado em novembro foram os maiores desde setembro de 1997.

A indústria criou 22 mil empregos em janeiro. Os empregos no setor de construção cresceram em 39 mil em janeiro, após uma alta de 44 mil em dezembro.

O setor varejista criou 45.900 vagas após uma forte desaceleração em dezembro. Os únicos setores com fraqueza foram o público, onde os empregos caíram em 10 mil, e o de transportes, com queda de 8.600 vagas, o primeiro recuo desde fevereiro do ano passado.

Os empregos temporários caíram em 4.100, a primeira queda em um ano.

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